Com a idade, nós temos uma propensão natural ao encurtamento muscular e diminuição da flexibilidade, o que gera limitação articular.
Com o aumento da expectativa de vida, cada vez mais idosos procuram atividades físicas como caminhadas, Pilates, dança, como forma de manutenção ou melhoria da saúde. Mas acabam se esquecendo dos alongamentos.
Nós temos uma propensão natural ao encurtamento muscular e diminuição da flexibilidade, o que gera limitação articular, além da perda do equilíbrio, coordenação motora e força muscular. E isso é potencializado com o avanço da idade, podendo comprometer sua atividade funcional e independência dos movimentos acarretando maior dependência do idoso e, consequentemente, uma redução da qualidade de vida.
A prática regular de alongamentos por idosos ajuda a atenuar os efeitos negativos relacionados ao envelhecimento, devido à associação de diversos benefícios, como aumento da flexibilidade dos músculos e articulações, redução das tensões musculares, prevenção de lesões, auxílio no retardo da perda natural e progressiva da flexibilidade, potencializa a sensação de autonomia e bem-estar, ativa a circulação promovendo mais disposição, fazendo com que seja mais fácil realizar algumas atividades diárias, como cozinhar, limpar e arrumar.
Os alongamentos específicos para a parte posterior de coxa são importantes por melhorar a a qualidade da marcha, diminuindo o risco de quedas.

Os exercícios de alongamentos podem e devem ser feitos todos os dias da semana. E deve envolver as principais articulações e grandes grupos musculares. A permanência em cada posição de alongamento deve ser em torno de 30 segundos, e repetida por 3 vezes com um intervalo de descanso também de 30 segundos. E sempre importante lembrar que cada pessoa tem seus limites que devem ser respeitados.
DEMÓSTENES RIBEIRO é professor de Educação Física formado pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), com pós-graduação em Gerontologia (UFPI), pós-graduação em Treinamento Desportivo e Fisiologia pela Faculdade Gama Filho (RJ), pós-graduação em Aspectos da Medicina Esportiva pela Unopar (PR). Com mais de 33 anos de experiência, Demóstenes é um dos profissionais com mais experiência na área.




