Evento foi realizado a partir da parceria de diversas instituições. Dia Nacional do Reggae é comemorado em 11 de maio.

Com a apresentação de 12 shows e mais de 30 DJs, a Praça Nauro Machado, no Centro Histórico de São Luís, se tornou o palco da programação artística do Festival Afro Maranhão na noite de quinta-feira (11). Com o tema Arte e Cultura Contra o Racismo, a iniciativa celebrou o Dia Nacional do Reggae unindo música e a manifestação de artistas pela igualdade e fim da discriminação racial.
O evento foi realizado a partir da parceria de diversas instituições como o Centro de Cultura Negra (CNN), Grupo de Dança Afro Malungos (GDAM), Comitê da Diversidade do Tribunal de Justiça, e também contou com apoio do governo do Maranhão a partir do Museu do Reggae, equipamento cultural da Secretaria Estadual da Cultura (Secma).
“O Festival Afro Maranhão é uma reunião de intelectuais e artistas que dizem não ao racismo. Nós estamos fazendo a maior reunião que já existiu da musicalidade preta no nosso estado. A nossa intenção é mostrar que o Maranhão é antirracista, essa é a filosofia deste festival”, explicou Ademar Danilo, diretor do Museu do Reggae.
Representando o governador Carlos Brandão, o secretário estadual da Igualdade Racial, Gerson Pinheiro, acompanhou o evento e ressaltou a importância em apoiar as manifestações culturais.
“O festival traz a musicalidade das caixeiras do Divino, a musicalidade da cultura do Maranhão, da cultura da África, que nos fortalece e nos enriquece nessa luta para liberdade do povo negro, que é conquistada a cada dia. Em nome do governador Carlos Brandão, reforço o compromisso do Estado estar ao lado do povo para ajudar nessas transformações, a partir das políticas públicas”, frisou Gerson Pinheiro.
Cláudio Adão, coordenador do GDAM, que também está na organização do festival, ressaltou a importância da parceria com o poder público.
“Essa é uma data muito importante para a população de São Luís, que é a terceira capital com a maior população negra do Brasil e esse é o festival da educação, da cultura, da arte. O governador Carlos Brandão é muito sensível a todas as causas e a gente fica feliz porque é um governador que tem essa visão e a gente acredita nessa parceria”, pontuou.
Apresentação de mais de 40 artistas
A abertura da programação artística foi feita pelas caixeiras da Casa Fanti Ashanti, seguida pela discotecagem do DJ Natty Nayfson, além da participação de mais de 30 outros DJs e sohws de Célia Sampaio, Raiz Tribal, Soul Reggae e outros artistas.
O DJ Natty Nayfson, um dos grandes nomes do reggae no Maranhão, destacou a homenagem feita a Bob Marley.
“O Dia Nacional do Reggae e também o Dia Municipal do Regueiro [em 5 de setembro] são conquistas importantes e representam um olhar das autoridades para a nossa causa. Estamos aqui para celebrar, com muitos artistas e muita música, um tributo ao rei Bob Marley neste grande evento antirracismo”, disse.
As DJs Sol e Sherry também se apresentaram no evento e definiram como um momento marcante para o reggae e para a luta por igualdade e combate ao preconceito. “Esse festival é de muita importância para o povo negro, para o povo do reggae, temos que dar a nossa força e falar que somos contra o racismo. Nós somos iguais a todos”, comentou a DJ Sol.
“Aqui estão sendo reunidas várias etnias e manifestações culturais, como o tambor de crioula, o samba e também o reggae. Essa data lembra a morte de Bob Marley, que foi um poeta, um ícone do reggae, e expandiu o ritmo para o mundo. Então, esse festival é para que as pessoas tenham a visão do que é o reggae e para combater o racismo com paz, pois o reggae é paz, é amor”, declarou a DJ Sherry
Dia Nacional do Reggae
O Dia Nacional do Reggae é celebrado em 11 de maio, data que marca a morte do cantor e compositor jamaicano Bob Marley. Considerado o maior expoente mundial do reggae, as músicas dele são marcadas por críticas sociais, com foco na paz e na preservação da natureza.
Por conta desses elementos e das raízes atribuídas ao surgimento do reggae, o ritmo musical é considerado também símbolo de ativismo.
“O reggae na verdade é um grande veículo de mensagens de paz harmonia, porém também de mensagens de luta. Bob Marley foi um cantor de músicas essenciais para a compreensão da desigualdade. Peter Tosh, outro grande nome do reggae, foi um revolucionário. Então o reggae é precedido de artistas comprometidos com essa política de luta social pela igualdade”, esclareceu Ademar Danilo.




