Os motoristas e cobradores já fizeram três paralisações das atividades em 2020 para cobrar o pagamento de benefícios.
Um grupo de deputados estaduais apresentou na sessão virtual de hoje (4) da Assembleia Legislativa do Piauí um pedido ao Tribunal de Contas do Estado para a realização de inspeção na Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito de Teresina para apurar as causas e responsabilidades pela crise no sistema de transporte público da capital.
Segundo o documento apresentado e aprovado na sessão desta manhã, milhares de passageiros têm sido prejudicados. Pede também que sejam inspecionados os aspectos legais e economicidade dos procedimentos para custear as empresas operadoras do sistema, além da apuração dos prazos dos repasses de custeio do Fundo Municipal de Transporte.
Neste ano, os motoristas e cobradores de ônibus já entraram em greve três vezes. A terceira paralisação estava prevista para encerrar hoje, o que não aconteceu.
Os empregados alegam falta de pagamento de benefícios, como plano de saúde, e os empresários reclamam de perdas financeiras e do atraso no repasse de recursos por parte da Prefeitura de Teresina.
Dissídio coletivo
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) decidiu hoje (4) retirar de pauta o julgamento do dissídio coletivo que trata do pagamento do ticket alimentação e plano de saúde para os rodoviários de Teresina, um dos motivos das constantes paralisações da categoria.
Os desembargadores acataram pedido do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Teresina (Setut) e do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários (Sintetro) para tomar a decisão. O Setut alegou que o Supremo Tribunal Federal havia decidido pela suspensão do dissídio coletivo. O assunto será analisado antes de retornar à pauta do TRT no Piauí.




