A capoeira pode se converter em um eficaz meio de valorização da vida social entre as pessoas da terceira idade.
O avanço no número de idosos ultrapassou a previsão do IBGE, como mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2017. E o que está apontando é que 14,6% dos brasileiros têm mais de 60 anos ou mais. Correspondendo a 30,3 milhões de pessoas. É muita gente que precisa ser cuidada, principalmente a parcela mais pobre. E foi exatamente pensando nisso que o mestre Gilvan de Brasília, criou a CAPOTERAPIA.
Esta vertente da capoeira é uma terapia utilizando o lúdico da capoeira. Devido ao sedentarismo dos grandes centros, aliado no às doenças cardiovasculares e respiratórias, ser o grande responsável pela mortalidade entre os mais vividos. Doenças como a arteriosclerose e a artrite, entre outras, podem ser evitadas, ou mesmo tratadas, a partir da prática orientada de exercícios físicos.
A prática de esportes, com ênfase nos seus aspectos terapêuticos e de estímulo à prática socializante, tem se revelado como um poderoso instrumento para proporcionar o bem estar físico e espiritual e a própria felicidade aos idosos, num momento tão particular de suas vidas, onde o convívio familiar lhes impõe certo isolamento natural.
A capoeira, em particular, trabalhada na perspectiva de respeitar as condições físicas próprias da terceira idade, pode se converter num eficaz meio de valorização da vida social dos idosos, fazendo do seu ambiente um polo catalisador e irradiador de cidadania. Período de implementação da Capoterapia: O Projeto Capoeira para Terceira Idade nasceu em 1998, através do Projeto “Capoeira para Todos”.
Em contato com o mestre Gilvan, assumo publicamente o compromisso de ajudá-lo a divulgar esse trabalho que é tão importante para o público idoso.

DEMÓSTENES RIBEIRO é professor de Educação Física formado pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), com pós-graduação em Gerontologia (UFPI), pós-graduação em Treinamento Desportivo e Fisiologia pela Faculdade Gama Filho (RJ), pós-graduação em Aspectos da Medicina Esportiva pela Unopar (PR). Com mais de 33 anos de experiência, Demóstenes é um dos profissionais com mais experiência na área.




