A inatividade física dos brasileiros representa gastos de R$ 300 milhões somente com internações, segundo dados de estudo da UFF.
Segundo estimativa da OMS (Organização Mundial da Saúde), 1 em cada 4 adultos e 4 em cada 5 adolescentes no mundo não praticam atividade física dentro do volume esperado (a recomendação é a de que adultos façam de 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada a vigorosa por semana). Não importando que tipo de atividade seja.
Estudo realizado pela Universidade Federal Fluminense (UFF) constatou que o impacto econômico da inatividade física de brasileiros, em diferentes regiões do país, representa gastos no Sistema Único da Saúde (SUS) de cerca de R$ 300 milhões somente com internações, em valores de 2019. Certamente esses valores em tempos de pandemia devem estar bem maiores.
Esse custo certamente seria reduzido na medida em que se ampliasse o acesso da população a programas de promoção de atividade física.
Na relação de custo/benefício, o investimento em programas de incentivo à prática de atividade física, certamente vale a pena demais, pois se estaria investindo em saúde preventiva. E prevenir sempre foi e será mais fácil e barato.
Estudos esclarecem que a inatividade está associada à incidência de diversas doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), entre as quais hipertensão, diabetes, neoplasias de cólon e mama e doenças isquêmicas do coração, entre outras. Isso sem falar no impacto das doenças mentais. A inatividade física constitui um dos principais fatores de risco associados à mortalidade DCNTs no mundo e no Brasil.
Desta forma, a inatividade física não é boa pra ninguém, nem para o Estado, nem para a população que viverá com péssima qualidade de vida.

DEMÓSTENES RIBEIRO é professor de Educação Física formado pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), com pós-graduação em Gerontologia (UFPI), pós-graduação em Treinamento Desportivo e Fisiologia pela Faculdade Gama Filho (RJ), pós-graduação em Aspectos da Medicina Esportiva pela Unopar (PR). Com mais de 33 anos de experiência, Demóstenes é um dos profissionais com mais experiência na área.




