De acordo com o ministro Alexandre de Moraes, o presidente da República divulgou dados de um inquérito da Polícia Federal.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou hoje (12) a abertura de inquérito para apurar a divulgação de dados sigilosos da Polícia Federal no caso da invasão de sistemas e bancos de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O presidente Jair Bolsonaro será um dos investigados.
A mesma decisão manda investigar o deputado federal Filipe Barros (PSL/PR) e o delegado da PF Victor Neves Feitosa Campo, responsável pelo inquérito que teve os dados “vazados”. O policial deverá ser afastado do caso e ter sua conduta submetida a procedimento disciplinar. O inquérito foi aberto a pedido do TSE.
As empresas Facebook, Twitter, Telegram, Linode (Cloudfare) e Bitly serão oficiadas pelo STF para que retirem imediatamente de suas plataformas as publicações sobre o inquérito sigiloso. Porém, deverão preservar seu conteúdo e encaminhá-lo ao Supremo.
Segundo o ministro Alexandre de Moraes, o conteúdo do inquérito foi parcialmente divulgado por Bolsonaro, em entrevista conjunta com o deputado Filipe Barros, no intuito de tentar demonstrar a existência de fraudes nas eleições e ratificar suas declarações anteriores, objeto da primeira notícia-crime, relacionada à live do dia 29 de julho.
Na decisão, o ministro observa que a divulgação de dados de inquérito sigiloso, através de perfis verificados nas redes sociais, teria o objetivo de expandir a narrativa fraudulenta que se estabelece contra o processo eleitoral brasileiro, “com objetivo de tumultuá-lo, dificultá-lo, frustrá-lo ou impedi-lo, atribuindo-lhe, sem quaisquer provas ou indícios, caráter duvidoso acerca de sua lisura”.
Com informações do STF




