A prefeitura participou das negociações para o encerramento da paralisação no transporte público.
Os motoristas e empresários do transporte público de Teresina entraram em acordo nesta segunda-feira (11) para encerrar a greve que deixou a população da capital sem ônibus durante 22 dias.
Os rodoviários só voltarão ao trabalho, no entanto, após a assinatura da convenção coletiva, marcada para a manhã desta terça-feira (12).
A Prefeitura de Teresina (PMT) fez a mediação da negociação entre o Sindicato das Empresas de Transporte Público (Setut) e Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários (Sintetro). A greve dos rodoviários foi para cobrar aumento salarial.
“A mediação da negociação aconteceu, por meio da Procuradoria Geral do Município, Secretaria de Governo e Strans que entendeu a pauta de reivindicação dos trabalhadores e buscou mediar o entendimento com as possibilidades do sindicato patronal”, disse o procurador-geral de Teresina, Aurélio Lobão.
As negociações tiveram início, ainda pela manhã, na sede da PGM. A PMT ouviu as duas partes envolvidas e buscou o entendimento. Com o avanço das negociações as partes chegaram a um acordo e a proposta foi levada para votação dos trabalhadores na sede do Sintetro.
A proposta foi acolhida e aprovada pela maioria dos trabalhadores. “É o momento de exaltar a importância do papel de mediação que a PMT teve, na pessoa dos três agentes e ressaltar que é o início da busca de uma retomada da credibilidade e da qualidade do transporte público de Teresina, que é uma bandeira do prefeito Dr. Pessoa”, disse o procurador.
Como ficou o acordo entre trabalhadores e empresários:
Salário dos motoristas de ônibus: R$ 2 mil
Salário dos cobradores: R$ 1.231,00
Salário do fiscal: R$ 1.325,00
Auxílio-alimentação: R$ 170,00
Auxílio-saúde: R$ 60,00.
O Setut concordou em manter a função de cobrador. A intenção dos empresários era diminuir o número desses trabalhadores para reduzir as despesas.




