A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (29/1), a Operação Escudo Eleitoral III, com o objetivo de combater uma organização criminosa voltada à prática de crimes eleitorais no contexto das Eleições Municipais de 2024. Uma facção criminosa estaria envolvida eleição de uma vereadora no interior do Piauí.

Em Piracuruca, no Piauí, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão. A vereadora Adriana Enfermeira (PT) e Maria Thamyres, servidora da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), foram alvo da ação. Entre as medidas cautelares determinadas pela Justiça Eleitoral estão o afastamento do exercício de cargos públicos da vereadora e da servidora da Alepi.
Policiais federais cumpriram, com o apoio do Canil da Polícia Civil do Piauí, 13 mandados de busca e apreensão nos municípios de Piracuruca/PI e de Águas Lindas/GO, por determinação do Juízo de Garantias do Núcleo I da Justiça Eleitoral do Piauí. Também foram determinadas duas medidas cautelares de afastamento do exercício de cargos públicos, aplicadas a uma agente política e a uma servidora.
As medidas têm como finalidade evitar que cargos públicos sejam usados para ocultar provas, para influenciar testemunhas ou para manipular a estrutura do Estado em favor dos investigados, além de proteger a investigação, de impedir a continuidade dos crimes e de garantir o regular funcionamento democrático.
A apuração teve início em novembro de 2025, a partir do compartilhamento de informações provenientes de investigação criminal anterior, que apontaram possível conexão entre atividades ilícitas de integrantes de facção criminosa e o financiamento eleitoral, sendo os fatos posteriormente aprofundados no âmbito da Polícia Federal.
A investigação aponta para a suposta utilização de recursos de origem criminosa no financiamento de campanha eleitoral, bem como práticas ilícitas destinadas à obtenção de votos, incluindo a dissimulação da origem de valores e de bens utilizados durante o processo eleitoral.
Os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, de captação ilícita de sufrágio, também conhecida como “compra de votos”, de falsidade ideológica eleitoral e de lavagem de dinheiro. As investigações seguem em andamento, e novas medidas poderão ser adotadas a partir da análise do material apreendido.




