SAÚDE

Hanseníase será tema de roda de conversa e exposição de artes visuais em Teresina

A exposição coletiva será aberta no dia 10 de janeiro, quarta-feira da próxima semana, e vai até 20 do mesmo mês, no Museu do Piauí.

Com o objetivo de sensibilizar e mobilizar a sociedade em geral acerca do cuidado à saúde de pessoas acometidas pela hanseníase, será realizada uma roda de conversa e exposição de artes visuais intitulada “Rede que ventila-dor: ciência e arte em prol da sensibilização e mobilização das pessoas acerca da hanseníase”.

Professor Fábio Solon (Foto: Reprodução)

Proposta pelo professor Fábio Solon Tajra, cirurgião-dentista, doutor em Saúde Coletiva, docente do Departamento de Medicina Comunitária da Universidade Federal do Piauí (UFPI), supervisor da Plataforma Multidisciplinar de Políticas de Saúde do Centro de Inteligência em Agravos Tropicais Emergentes e Negligenciados CIATEN) e artista visual, a exposição ocorrerá de 10 a 20 de janeiro de 2024, no Museu do Piauí, no Centro de Teresina.

Segundo o idealizador do projeto, poucas pessoas têm acesso às informações produzidas em ambiente acadêmico, uma vez que circulam em periódicos específicos e com linguagem rebuscada, técnica, densa e de difícil compreensão. E uma das possibilidades de aproximar esses universos é o caminho das artes, uma vez que essa linguagem tenciona a interação e o protagonismo do outro, tendo em vista o movimento de compreensão e a produção do saber.

“Nesse caso, o papel do propositor de artes, que pode ser o pesquisador, gira muito em torno da provocação do outro diante de um tema. Essa tem sido a essência das exposições que tenho realizado. A temática da hanseníase é uma das temáticas que nos são caras, porque o Piauí apresenta elevado número de casos”, explica o professor Fábio Solon.

A exposição será composta por quatro ambientes e 6 exposições:

SALA 1) Quem sou eu e o que tenho para dizer? (Produção de pessoas acometidas pela hanseníase) e Resistindo com poesia (produção de Paulo Rodrigues);

SALA 2) Rede (produção de gestores, técnicos, profissionais da saúde e de áreas afins) e Pintando a Vida (produção do Prof. Osmar Cardoso);

SALA 3) Faces invisíveis (produção de Davi Kauan Soares Leal); e,

SALA 4) Quando a mancha vira arte (produção de Fábio Solon Tajra).

“A produção desse material já vem sendo preparada desde 2021. Na oportunidade, a Profa. Olívia Dias da UFPI e do CIATEN, me convidou a desenvolver uma oficina de promoção da saúde com as pessoas atingidas pela hanseníase no Centro Maria Imaculada. Foram realizadas duas oficinas naquele período e mais uma outra com osprofissionais da Rede. Foi uma experiência incrível! Paralelamente a isso, elaborei uma proposta de pesquisa qualitativa em saúde para compreender mais sobre a experiência de cuidado acerca dessa temática. Parte da produção que iremos apresentar no dia 10 de janeiro é resultado dessa pesquisa e faz referência às afetações dos pesquisadores diante desse movimento de compreensão”, detalha o professor.

Para marcar a abertura da exposição, será realizada uma roda de conversa sobre a temática de cuidado em saúde de pessoas acometidas pela hanseníase. Farão parte dessa atividade: Carlos Henrique Nery Costa (Docente da UFPI e Coordenador geral do CIATEN), Fábio Solon Tajra, Sara de Moura Lima (Coordenadora do Centro Maria Imaculada – CMI), Francilene Carvalho de Mesquita (Presidente do Morhan Piauí) e Bhássia Barroso (GAB SESAPI).

A iniciativa visa promover uma maior sensibilização e mobilização sobre a temática da hanseníase. “A tomada de consciência sobre esse agravo é um pilar importante para a sua prevenção e controle. Acredito que todos nós somos atores importantes diante desse assunto”, destaca Solon.

O evento é uma realização da UFPI, CIATEN, FAPEPI, RENASF, MORHAN PIAUÍ, CMI, NHR Brasil e Museu do Piauí. Tem como parceiros a SESAPI, FMS de Teresina, ASA, Geleia Total e Te Alui.

Veja vídeo com o professor Fábio Solon.

 

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