
A Defesa Civil de Teresina interditou, nesta sexta-feira (25), uma residência localizada no bairro Cristo Rei, na zona Sul da capital após uma vistoria identificar grave comprometimento estrutural e risco de desabamento. A medida preventiva foi adotada para preservar a segurança das moradoras e evitar a ocorrência de acidentes.
A vistoria foi realizada pela equipe da Defesa Civil e contou com o acompanhamento de engenheiro e de assistente social da SDU Sul. Diante das condições encontradas no imóvel, a orientação é que as moradoras deixem a residência imediatamente, uma vez que a estrutura apresenta sinais de comprometimento que podem representar risco à integridade física das ocupantes.
No imóvel residem apenas duas mulheres, ambas com mais de 70 anos. A equipe de assistência social orientou a família sobre a necessidade de deixar o local por medida de segurança.
Segundo a proprietária da residência, a aposentada Geraldina Mendes, o problema teria começado após intervenções realizadas pela concessionária responsável pelo abastecimento de água na rua onde está localizado o imóvel. Ela relata que, depois das intervenções, teria surgido um vazamento que provocou o encharcamento do solo e da estrutura da residência.
“Depois que fizeram o serviço na rua, começou um vazamento e a água foi entrando. Minha casa ficou toda molhada, o chão e as paredes foram sendo comprometidos. A equipe esteve aqui e disse que tinha resolvido o problema, mas a situação já estava muito avançada. Disseram também que o solo estava encharcado”, relatou Geraldina Mendes.
A equipe de engenharia da SDU Sul deverá providenciar um laudo técnico em caráter de urgência para avaliar detalhadamente as condições do imóvel e subsidiar as providências necessárias.
A situação também será encaminhada à Águas de Teresina, para que sejam apuradas as circunstâncias relacionadas ao abastecimento e ao possível vazamento relatado pela moradora, além da adoção das providências que forem cabíveis.
O secretário municipal de Defesa Civil de Teresina, coronel José Nunes, destacou que a interdição é uma medida preventiva adotada diante do risco identificado durante a vistoria.
“A prioridade da Defesa Civil é preservar vidas. Quando uma vistoria identifica que uma residência apresenta comprometimento estrutural e risco de desabamento, a orientação para deixar o imóvel é uma medida necessária de proteção. Neste caso, temos duas idosas no local e não podemos permitir que elas permaneçam em uma estrutura que apresenta risco”, afirmou o secretário.
O secretário reforçou ainda, que a Defesa Civil continuará acompanhando o caso junto aos demais órgãos municipais.
“A atuação integrada é fundamental. A Defesa Civil identifica e avalia o risco, enquanto os demais órgãos contribuem com os laudos técnicos, o acompanhamento social e as providências relacionadas às possíveis causas do problema. O objetivo é garantir que as moradoras estejam em segurança e que a situação seja devidamente apurada”, acrescentou o gestor.




