A Defesa Civil Teresina entrou nesta semana a etapa final do mapeamento das áreas de risco, com foco na formulação de soluções para reduzir o grau de vulnerabilidade em regiões classificadas como de risco alto e muito alto. Os trabalhos seguem até o dia 7 de agosto e contam com o apoio técnico do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) e do Serviço Geológico do Brasil (SGB).

Durante esse período, os especialistas realizarão novas visitas aos pontos críticos já identificados em fases anteriores. O objetivo é propor intervenções estruturais, como obras de drenagem, contenção de encostas e melhorias urbanas e ações não estruturais.
O secretário municipal de Defesa Civil, coronel José Nunes, destacou a importância da iniciativa para a proteção da população. “Esse trabalho é essencial para garantirmos mais segurança às comunidades que vivem em áreas vulneráveis. Com base nessas análises, poderemos agir de forma mais eficaz, prevenindo desastres e protegendo vidas”, afirmou.
De acordo com o engenheiro civil Gabriel Araújo, do IPT, esta etapa foca exclusivamente nas regiões com maior grau de risco. Ele reforça que a intenção não é promover remoções em massa, mas sim tornar a permanência das famílias mais segura.
“Nosso trabalho agora é propor soluções técnicas viáveis. Isso inclui desde intervenções físicas até estratégias de educação e ordenamento territorial. A ideia é assegurar que as pessoas possam continuar vivendo nessas áreas, mas com o suporte necessário para que isso ocorra de forma segura e sustentável”, explicou.
Com a finalização dessa fase, o município contará com um planejamento robusto para mitigar os impactos de deslizamentos, alagamentos e outros eventos naturais. A previsão é de que o plano completo seja entregue à Prefeitura de Teresina até dezembro de 2025.
Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR)
A partir do diagnóstico final, será elaborado o Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), documento estratégico que vai orientar a execução de ações preventivas e corretivas para minimizar os riscos mapeados. Entre as medidas previstas estão obras de infraestrutura, melhorias no sistema de drenagem urbana, reforço no saneamento básico e diretrizes para o controle da ocupação irregular em áreas vulneráveis.
Parceria com o programa Periferia sem Risco
Teresina também integra o programa Periferia sem Risco, iniciativa da Secretaria Nacional de Periferias (SNP), vinculada ao Ministério das Cidades. A capital piauiense está entre as dez cidades brasileiras selecionadas para participar do projeto, que busca reduzir os impactos de desastres naturais em territórios periféricos. A ação promove o fortalecimento do planejamento urbano, a atualização de metodologias de avaliação de risco e a capacitação de profissionais para atuação em contextos marcados pela vulnerabilidade e pelos efeitos da crise climática.




