O tratamento da enxaqueca ainda é pouco eficiente em grande parte dos casos, mas é válido buscar auxílio não farmacológicos.
Estudos epidemiológicos mostram que 15,2% da população brasileira sofre desta doença. A enxaqueca é uma condição potencial mente debilitante que envolve fortes dores de cabeça e afeta mais mulheres que homens. O tratamento da enxaqueca ainda é pouco eficiente em grande parte dos casos, então sempre é válido buscar auxílio não farmacológicos, como é o caso dos exercícios físicos. Mas aí vem a questão de “como” fazer o exercício, já que há relatos de exercícios que ajudam ou pioram o quadro. Para esclarecer essa questão, Eslani et ali (2021) dividiram 45 mulheres com enxaqueca em 3 grupos: CONTROLE, BAIXA e ALTA INTENSIDADES. Os treinos duraram 8 semanas.
De acordo com os resultados, os dois grupos que fizeram exercícios tiveram redução na intensidade e duração da dor, sendo que as reduções foram maiores para o grupo que treinou em intensidade moderada. A frequência das crises também diminuiu nos dois grupos, mas não houve diferença entre eles.
Aqui vale destacar que tanto a intensidade quanto a duração das dores reduziram para menos da metade para o grupo que fez exercício moderado. Já a frequência das crises caiu para menos de um terço do que inicialmente.

Portanto, fica a dica para quem sofre de enxaqueca ou mesmo para quem tem crises eventuais. Quando isso acontecer, nada de ficar parado. Reduza a intensidade do exercício físico, mas mantenha-se ativo.
DEMÓSTENES RIBEIRO é professor de Educação Física formado pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), com pós-graduação em Gerontologia (UFPI), pós-graduação em Treinamento Desportivo e Fisiologia pela Faculdade Gama Filho (RJ), pós-graduação em Aspectos da Medicina Esportiva pela Unopar (PR). Com mais de 33 anos de experiência, Demóstenes é um dos profissionais com mais experiência na área.





Bem interessante a Reportagem, eu conheço muita gente que tem Enxaqueca. É muito complicado viver com dores fortes, para alguns, insuportáveis, chegando ao ponto de ter que tomar remédios e ficar de cama até que as dores passem. Se os estudos apontam que exercícios físicos podem mudar o quadro, então, é uma grande solução, e o que é melhor, sem efeitos colaterais.
O Professor Demóstenes explicou muito bem, de forma que todos nós entendemos, ele deve ter em sua Academia, clientes com esse tipo de situação, que, com certeza, não tomam mais remédios. Parabéns Edcícero! estão prestando serviços à população