
Brasília (DF) – Confesso que preferia tratar aqui, com o respeitável público, do movimento “Cockroach”, literalmente “baratas, realizado por jovens na Índia – assustam os poderosos da mais populosa democracia do Mundo e do Oriente. Eles criaram um partido que não existe formalmente “Cockroach Janta Party”(CJP), que movimenta a política democrática no Mundo, onde existe um deserto de jovens politizados.
Nesses tempos de fragilidade da democracia, basta ver o que acontece nos Estados Unidos, movimentos como os na Índia são uma lufada de bons ventos, mas estamos em tempo de convenções partidárias no Brasil!
Nesse final de semana houve a convenção nacional do PL, que oficializou o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL) e a convenção nacional do PSD que oficializou no nome do ex-governador do Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), também, à Presidência da República.
Flávio Bolsonaro é o novo que é velho e Ronaldo Caiado é o velho que é novo!
Flávio Bolsonaro que lidera as pesquisas, estranhamente, é lançado à presidência cheio de intensões de votos, mas que não recebeu apoio, oficial, de partidos políticos de centro-direita e nem apresentou um companheiro, ou companheira, de chapa presidencial.
No lugar de vários governadores, prefeitos, chefes de poder ou que o valha, vimos lideranças internacionais, como o presidente Javier Milei, da Argentina, de corpo presente, e o primeiro ministro de Israel, Benjamim Netanyahu, em vídeo, lhe prestando apoio, no caso, especial, de Milei, fazendo ataques os STF, em especial ao ministro Alexandre de Moraes, detestado pelo bolsonarismo, como se sabe.
Ronaldo Caiado lançou uma candidatura cheia de governadores e prefeitos, que correm o sério risco de, ou não votarem nele ou simplesmente o ignorarem, mais adiante. Ele se apresenta tendo como vice na chapa o bruxo da política nacional Gilberto Kassab, que mantém relação fraternal com Tarcísio de Freitas (Republicanos), o governador de São Paulo, que esteve na convenção de Flávio Bolsonaro.
É tudo muito estranho, mas temos que trazer aqui. Bizarrices nos deixam envergonhados, pois sempre esperamos que a vertente óbvia seja mais fácil de contar, mas tem que ser contada.
Como o vice líder nas pesquisas, não tão longe do líder nas pesquisas, o presidente Lula, se apresenta assim, e como um experiente homem público com mais predicados e problemas para contar montado num grande partido chegam na largada das eleições assim!?
O Brasil não é fácil de explicar, mas quem foi que disse que os mistérios da vida são fáceis de explicar!? Em tempos de Inteligência Artificial (IA) seria interessante colocar esse “prompt” para perguntar sobre a política brasileira!
São por essas e outras (lembra que comecei falando de jovens na índia?) que os jovens no Brasil andam perdidos! Os jovens bem despolitizados e os muitos jovens preferiram não tirar título de eleitor para a votação possível, mas não obrigatória.
Os jovens precisam de indicativos para suas decisões. Se os mais velhos não sinalizam com alternativas que os projetem para caminhadas venturosas, ou simplesmente os confundem como fazer boas escolhas, como esperar que eles se sintam seguros para suas decisões?
Os mais velhos não dão segurança alguma sobre alternativas animadoras aos mais jovens. Óbvio que nossa democracia viva momentos tão difíceis.
Não basta as instituições estarem aí, ditas intactas, porém mal vestidas para a festa. Democracias precisam de roupas bonitas, vendendo esperança!
Por Genésio Araújo Jr, jornalista
e-mail: políticareal@terra.com.br
GENÉSIO ARAÚJO JÚNIOR é jornalista e bacharel em Direito. Há mais de 20 anos atua na imprensa de Brasília, coordenador-editor do site Política Real, empresa que também é gestora dos sites Bancada do Nordeste, Bancada do Norte e Bancada Sulista.




