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Teresina: vacinação reduz infecções respiratórias em bebês em 81,3%

Na capital, a cobertura vacinal atingiu 80,49% do público-alvo, superando a meta de 80% estabelecida pelo Ministério da Saúde

por editor
17 de julho de 2026
em DESTAQUE, SAÚDE

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) informa que, no primeiro semestre de 2026, houve uma queda expressiva na circulação do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em Teresina. Esse vírus é responsável por causar infecções respiratórias graves, como bronquiolite e pneumonia, principalmente em crianças e idosos.

Em Teresina, a cobertura vacinal atingiu 80,49% do público-alvo (Foto: Divulgação)

Entre janeiro e junho de 2026, o Laboratório Central (LACEN) analisou amostras clínicas provenientes dos estabelecimentos de saúde de Teresina e identificou apenas 39 resultados positivos para o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), contra 208 no mesmo período de 2025, uma redução de aproximadamente 81,3%.

O mesmo padrão foi observado nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao VSR: foram 19 notificações em 2026, frente a 100 em 2025, queda de 81,0%. Mais da metade desses casos ocorreu em crianças menores de 1 ano, grupo mais vulnerável às complicações respiratórias.

A introdução da vacina contra o VSR para gestantes, incorporada ao calendário nacional em dezembro de 2025, contribuiu para esse resultado. Em Teresina, a cobertura vacinal atingiu 80,49% do público-alvo, superando a meta de 80% estabelecida pelo Ministério da Saúde. Essa imunização protege os recém-nascidos nos primeiros seis meses de vida, período de maior vulnerabilidade às doenças respiratórias graves.

Em fevereiro de 2026, foi inserido o nirsevimabe na rede de saúde municipal, um anticorpo indicado pelo SUS que também contribui para prevenir infecções graves pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Ele é voltado para bebês prematuros (até 36 semanas e 6 dias) e crianças menores de dois anos com comorbidades específicas.

A concordância entre a redução das amostras positivas e dos casos de SRAG indica menor circulação do vírus e seu impacto clínico no município. Entre os fatores que explicam esse cenário estão a vacinação de gestantes, a proteção dos bebês e outras medidas de prevenção adotadas pela população e pelos serviços de saúde.

Segundo a diretora interina de Vigilância em Saúde da FMS, Oriana Bezerra, a queda resulta da combinação de diversos fatores epidemiológicos, incluindo o comportamento natural dos ciclos de circulação viral, a cobertura das estratégias de imunização e as medidas de prevenção adotadas pela população e pelos estabelecimentos de saúde.

 

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