
O Maranhão iniciou 2026 com crescimento econômico acima das médias regional e nacional. Estimativa divulgada pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc) aponta que o Produto Interno Bruto (PIB) do estado avançou 5,3% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025.
O resultado é quase o triplo do desempenho do Brasil (1,8%) e quatro vezes maior do que o performance do Nordeste (1,3%), refletindo, sobretudo, a expressiva expansão da indústria, dos serviços e da agropecuária.
Na comparação com o quarto trimestre de 2025, a economia maranhense manteve ritmo positivo, com alta de 1,3%, também acima do Brasil (1,1%) e do Nordeste (0,2%). O desempenho crescente é atribuído à continuidade da atividade econômica, sustentada pelo fortalecimento da produção, da geração de emprego e renda para a população e dos investimentos públicos.
“A trajetória de crescimento da economia maranhense é impulsionada, dentre outros fatores, pelos investimentos realizados no estado e pelo fortalecimento de cadeias produtivas estratégicas, como indústria, agronegócios, transportes, construção civil e infraestrutura”, avalia Dionatan Carvalho, presidente do Imesc.
Crescimento da Indústria dispara
Enquanto o segmento industrial encolheu no Nordeste, no Maranhão ocorreu o oposto. A indústria maranhense registrou crescimento de 17,4% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. O índice ficou 15,8 pontos percentuais acima do registrado no Brasil (1,6%) e 18,2 pontos acima do Nordeste, que apresentou retração de 0,8% no período.
O indicador positivo foi recebido com muita satisfação pela Secretaria de Estado da Indústria e Comércio (Seinc).
“Confirma que o Maranhão está no caminho certo e reflete o fortalecimento da economia maranhense, em especial, da indústria. Tudo isso é fruto de uma política industrial consistente, conduzida pelo governo Carlos Brandão, que tem priorizado a atração de novos investimentos e, ao mesmo tempo, investe no fortalecimento dos Parques e Distritos Industriais, com uma infraestrutura logística estratégica para sustentar esse crescimento”, observou o secretário de Indústria e Comércio, Júnior Marreca.
Os investimentos públicos em rodovias, a integração com a malha ferroviária e a competitividade proporcionada pelo Porto do Itaqui também são apontados como responsáveis por criar as condições necessárias para reduzir custos, ampliar a capacidade de escoamento da produção e tornar o Maranhão cada vez mais atrativo para quem deseja investir.
Entre os segmentos industriais, os maiores avanços ocorreram nas atividades de água, esgoto e energia (23,7%), indústrias de transformação (20,9%) que incluem metalurgia, alimentos e biocombustíveis, indústrias extrativas (17,8%) com destaque para a produção de gás natural e construção (5,3%), evidenciando um crescimento distribuído entre diferentes áreas da produção.
Já o setor de serviços apresentou desempenho superior ao das médias brasileira e nordestina, com crescimento de 2,5%, impulsionado em grande parte pelo consumo das famílias, que movimentou atividades como: comércio, transporte, finanças e mercado imobiliário. Além disso, informação e comunicação, administração pública e outros serviços também tiveram crescimento.
Agropecuária acima da média nacional
Na agropecuária, o crescimento foi de 1,4%, acima da média nacional (0,7%). O resultado tem influência das perspectivas positivas para a safra agrícola, com expectativa de aumento da produção de culturas como sorgo, algodão, feijão, milho, tomate e amendoim.
“Os resultados do PIB demonstram que o Maranhão segue no caminho do crescimento, e a agropecuária tem papel importante nesse desempenho. Esse resultado é fruto do trabalho conjunto entre Governo do Estado, produtores rurais e instituições parceiras, revelando nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável, geração de emprego e renda e o fortalecimento do agro maranhense”, concluiu a secretária de Estado da Agricultura e Pecuária (Sagrima), Jucielly Oliveira.




