O prefeito de Teresina, Silvio Mendes, disse que um dos maiores desafios da capital é como resolver a crise no sistema de transporte coletivo. Segundo o gestor, a situação exige mudanças profundas e não será resolvida apenas com a renovação da frota. A proposta da Prefeitura é construir um novo modelo de funcionamento para o serviço, capaz de atender melhor a população e garantir sustentabilidade financeira à operação.

Durante a apresentação das ações em andamento, Sílvio Mendes destacou que a queda no número de usuários impactou diretamente a viabilidade econômica do sistema. De acordo com o prefeito, em períodos anteriores cerca de 60 pessoas utilizavam o transporte público a cada grupo de 100 habitantes. Atualmente, esse número caiu para apenas 11 usuários. Com a redução da demanda, a arrecadação proveniente das tarifas tornou-se insuficiente para cobrir despesas como combustível, manutenção dos veículos e pagamento de funcionários, tornando necessário o aporte de recursos públicos para manter o serviço em funcionamento.
Para assegurar maior transparência na aplicação desses recursos, a Prefeitura oficializou uma comissão responsável por acompanhar e fiscalizar os custos da operação. O grupo reúne representantes de diversas secretarias municipais, da Procuradoria-Geral do Município, da Controladoria e da Câmara Municipal. Além disso, a gestão está realizando uma análise detalhada das informações financeiras apresentadas pelas empresas operadoras, incluindo dados sobre folha de pagamento, gastos com combustível e despesas de manutenção. O objetivo é construir um diagnóstico técnico que permita avaliar a realidade do sistema e orientar futuras decisões.
O acordo firmado entre o município e o Sindicato das Empresas de Transportes prevê um subsídio de R$ 6.321.000,00 para auxiliar na manutenção das atividades. Paralelamente, a Prefeitura reforçou o monitoramento da frota em circulação. Segundo o prefeito, a maior parte dos ônibus já conta com sistema de GPS, permitindo o acompanhamento em tempo real das operações. Os veículos que ainda não possuem o equipamento também são fiscalizados por outros mecanismos de controle.
“O transporte coletivo de Teresina é um problema que está atravessado na garganta de todos nós. E a gente quer mudar. Não é só comprar ônibus novos, é uma nova concepção de como esse sistema deve funcionar”, afirmou Sílvio Mendes, ressaltando o compromisso da gestão em buscar soluções estruturais para melhorar a mobilidade urbana e recuperar a confiança dos usuários no serviço.




