Jovem de 27 anos foi trazida do Maranhão para Teresina por uma parenta, que prometeu dar melhores condições de vida.

A Secretaria Estadual de Segurança Pública, através da Polícia Civil, realizou nesta terça-feira (23) uma ação que resultou na prisão de mulher com as iniciais F.D.M.M, acusada de manter J.S.F, de 27 anos, em condições análogas à escravidão, cárcere privado e maus-tratos, no bairro Ilhotas, na zona Sul de Teresina (PI).
A ação foi presidida pelo delegado Odilo Sena, titular do 6º Distrito Policial de Teresina, que confirmou que a mulher vivia desde os 12 anos de idade em condições degradantes.
“Recebemos a denúncia através de uma pessoa próxima a vítima, abrimos o inquérito policial e iniciamos as investigações que chegaram a este caso estarrecedor. Essa jovem desde os 12 anos de idade vivia em cárcere privado, sendo obrigada a realizar todas as tarefas domésticas, onde a dona da casa a mantinha sob constantes ameaças, além das torturas físicas e psicológicas”, relatou o delegado.
Nos depoimentos, durante os últimos 15 anos, a jovem raramente tinha autorização para sair de casa. Não estudava. Na residência, além dos trabalhos domésticos, também era a responsável pelos cuidados do filho da acusada, que tem autismo.
Ainda de acordo com as investigações, a vítima é natural da zona rural do município de Chapadinha, do Maranhão, onde residia com os pais. Ela veio para Teresina com a promessa de uma vida melhor.
“Os pais da vítima são de baixa renda e possuem poucas instruções. A acusada, que é prima de 2º grau da jovem, trouxe a jovem para capital e, posteriormente, passou esconder informações sobre o paradeiro da moça”, completou Odilo, acrescentando que a família já havia tentado outros meios de resgatar a mulher sem sucesso.




