CULTURA

Ministra anuncia R$ 20 mi para cultura piauiense

Margareth Menezes participou da cerimônia de inauguração na OAB-PI, em Teresina, do busto de Esperança Garcia, primeira advogada do Brasil.
Ministra Margareth Menezes com o governador Rafael Fonteles (Foto: Régis Falcão/Divulgação)

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, anunciou nesta terça-feira (7), em Teresina, que o governo federal vai investir R$ 20 milhões em projetos culturais no Piauí, por meio da Lei Paulo Gustavo. O anúncio aconteceu durante a cerimônia de apresentação do busto em homenagem à Esperança Garcia, a primeira advogada do Piauí e do Brasil, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil no Piauí (OAB-PI).

“Um povo é caracterizado por sua cultura, território e memória, por isso a importância de facilitar e promover o acesso de todos à cultura. Esse é um dever do estado e percebemos o Piauí engajado nisso, portanto, iremos contribuir com investimentos e várias outras ações, como forma de ajudar a desenvolver o segmento na região”, destacou a ministra.

De acordo com o governador Rafael Fonteles, as leis Aldir Blanc e Paulo Gustavo irão possibilitar a reconstrução do Ministério da Cultura e do setor cultural em todo o Brasil. “Mesmo em tempos adversos, com o desmonte do Ministério e a pandemia, nós mais do que dobramos os investimentos em cultura no Piauí. Nunca se investiu tanto no cinema local e em polos e pontos culturais. Esse esforço se deu por reconhecermos os poderes da cultura no autoconhecimento e valorização de nossa história, além de ser um grande vetor de desenvolvimento social e gerador de emprego e renda para muitas pessoas”, disse o governador.

Margareth Menezes na homenagem a Esperança Garcia (Foto: Régis Falcão/Divulgação)
Esperança Garcia

Durante a cerimônia, muitas homenagens foram dirigidas à Esperança Garcia, considerada a primeira mulher a advogar no Brasil pelo Conselho Pleno da OAB Nacional, em novembro de 2022, devido a uma carta escrita em 1770. O documento foi encontrado no arquivo público do Piauí pelo pesquisador Luiz Mott, em 1979.

Endereçada ao governador da capitania do Piauí, Gonçalo Lourenço Botelho de Castro, a carta de Esperança Garcia, que veio a ser considerada uma petição, denunciava os maus-tratos aos quais os escravos eram submetidos na época.

Segundo o governador do Piauí, a homenagem foi um momento histórico e repleto de simbolismo. “Estamos às vésperas do Dia Internacional da Mulher e na semana em que antecede a nossa Batalha do Jenipapo, que completa 200 anos no próximo dia 13 de março. Sendo assim, não havia momento mais oportuno para homenagear uma mulher que representa grandemente a luta de todas as mulheres, do nosso povo como um todo, por liberdade e pela independência do Piauí e do Brasil”, disse Rafael Fonteles.

A ministra da Cultura destacou a representatividade da homenagem à Esperança Garcia. “É um momento que nos inspira a promover cada vez mais políticas que contribuam com o fim das desigualdades e por uma sociedade mais justa, antirracista, que respeite as mulheres e os direitos humanos”, disse.

Como forma de homenagear a luta das mulheres e o reconhecimento de sua importância para a história do Brasil, o busto de Esperança Garcia, feito pelo artista plástico piauiense Braga Tepi, estará presente tanto na sede da OAB Piauí quanto na OAB Nacional.

Racismo

Erradicar o racismo, a escravidão e o trabalho forçado foi a pauta transversal para todos os governos defendida pela ministra da Cultura, Margareth Menezes, durante a solenidade de inauguração do busto de Esperança Garcia. A escultura, produzida em bronze, é uma obra do artista plástico piauiense Braga Tepi.

A ministra destacou, ainda, que o povo brasileiro não quer um país racista e considerou inaceitável qualquer forma de trabalho escravo. “Precisamos renovar os desejos de uma sociedade mais justa e mais igualitária, de respeito aos direitos humanos. (…) O povo brasileiro merece estar aliado com a civilidade. Não podemos mais aceitar trabalho escravo. É uma afronta”, declarou.

 

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