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Caged: Piauí cria apenas 269 empregos em janeiro

No período de doze meses, o estado criou mais de 13,4 mil postos de trabalho, segundo levantamento do Novo Caged.
Construção civil é o setor que mais empregou em janeiro (Foto: Reprodução)

O Piauí teve um saldo positivo de 269 empregos formais em janeiro de 2023, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados hoje (9). Esse número é a diferença entre o total de admissões (10.041 trabalhadores) e demissões (9.772).

No primeiro mês de 2022, foi registrada uma perda de 450 postos de trabalho. No mesmo período de 2021 foram 25 empregos a mais na comparação com as dispensas.

Dezembro de 2022 fechou com uma baixa de quase 4 mil vagas, por causa da demissão dos empregados temporários do Natal.

Nos últimos 12 meses, 132.135 pessoas foram contratadas no estado e 118.724 perderam o emprego, o que dá 13.411 novos contratos acima o total de desligamentos.

No Piauí, o setor que mais criou empregos em janeiro foi o da construção civil, com 213 oportunidades. Já o grupo de serviços teve a maior perda – 226 vagas fechadas.

Dados do Brasil

Em janeiro, de acordo com o órgão da Secretaria de Trabalho do Ministério da Fazenda, o país criou 83.297 postos de trabalho com carteira assinada.

No mesmo mês do ano passado, tinham sido criados 155.178 postos de trabalho, nos dados sem ajuste, que não consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.

A abertura de emprego formal caiu em janeiro de 2023, por causa da desaceleração econômica e pelo fechamento de vagas temporárias no comércio. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.

Apesar da desaceleração em relação a janeiro do ano passado, houve melhora em relação a dezembro, quando haviam sido fechados 440.669 postos.

Setores

Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em janeiro. A estatística foi liderada pelos serviços, com a abertura de 40.686 postos, seguido pela construção civil, com 38.965 postos a mais. Em terceiro lugar, vem a indústria (de transformação, de extração e de outros tipos) com a criação de 34.023 postos de trabalho.

O nível de emprego aumentou na agropecuária, com a abertura de 23.147 postos. Somente o comércio, pressionado pelo fechamento de vagas temporárias típico do início de ano, extinguiu empregos com carteira assinada no mês passado, com o fechamento de 53.524 vagas.

Destaques

Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com a abertura de 19.463 postos formais. A categoria de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas abriu 16.447 vagas.

Na indústria, o destaque positivo ficou com a indústria de transformação, que contratou 33.738 trabalhadores a mais do que demitiu. Em segundo lugar, ficou a indústria extrativa, que abriu 341 vagas.

As estatísticas do Caged, apresentadas em 2020, não detalham as contratações e demissões por segmentos do comércio. A série histórica anterior separava os dados do comércio atacadista e varejista.

Empregos por regiões e estados

Três das cinco regiões brasileiras criaram empregos com carteira assinada em janeiro:

Sul liderou a abertura de vagas, com 32.169 postos a mais;

Centro-Oeste, beneficiado pela safra de grãos, abriu 27.352 postos;

Sudeste: 18.778 novos postos;

Nordeste fechou 133;

Norte extinguiu 482.

Estados que mais criaram empregos:

São Paulo: +18.663 postos;

Santa Catarina: +15.727;

Mato Grosso: +13.715.

Estados que mais perderam empregos:

Ceará: -3.033 postos;

Pará: -1.853;

Paraíba: -1.717.

Da Redação e Agência Brasil

 

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