O governador Carlos Brandão anunciou quarta-feira (23) o mutirão de cirurgias que será realizado pelo Governo, por meio da Secretaria Estadual da Saúde (SES). A ação, inédita na história do Maranhão, vai beneficiar as comunidades quilombolas do estado e faz parte do programa Cirurgias – Aqui a fila anda. O levantamento da demanda está sendo realizado pela Força Estadual de Saúde – Quilombola em parceria com os municípios maranhenses.
“O governo tem investido em acelerar os procedimentos cirúrgicos em todo o estado. Além disso, atuamos fortemente para ampliar o acesso a todos os serviços públicos. O Maranhão é um estado com uma população diversificada e formado por comunidades tradicionais que são a base da nossa riqueza e cultura. É por isso que anuncio um mutirão de cirurgias específico para atender às comunidades quilombolas”, anunciou o governador Carlos Brandão.
Segundo o IBGE, o Maranhão tem a 2º maior população quilombola do Brasil. Só em 2024, a Fesma realizou atendimentos em 497 comunidades quilombolas. Entre os municípios que receberam atendimentos significativos estão Alcântara (6.150 atendimentos), Bacuri (2.661), Itapecuru (3.256), Bacurituba (3.716) e Tufilândia (3.906), totalizando quase 20 mil atendimentos voltados para o acompanhamento e tratamento de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes; cuidado com a saúde da mulher, especialmente durante a gestação; e o atendimento pediátrico.
Com o mutirão, o governo vai fortalecer a assistência especializada a essa população. Serão cirurgias gerais, ginecológicas, pediátricas, oftalmológicas e nas demais especialidades, de acordo com a demanda. Os procedimentos serão realizados em unidades da rede estadual de saúde.
O secretário da Saúde, Tiago Fernandes, reforça o empenho do governo para atender às comunidades tradicionais. “A Força Estadual de Saúde Quilombola desempenha um papel fundamental na promoção da saúde e bem-estar das comunidades quilombolas do Maranhão. A gestão tem trabalhado para democratizar o acesso aos serviços de saúde, de modo especial agora para atender às comunidades quilombolas, e iniciativas como a Fesma e os mutirões confirmam esse empenho”, destaca.




