A Prefeitura de Teresina planeja investir R$ 525,3 milhões em 2027, sendo R$ 302,4 milhões provenientes de recursos vinculados, como operações de crédito e repasses federais, e R$ 222,8 milhões de recursos próprios. Os dados foram apresentados pela Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan) em audiência pública realizada nesta terça-feira (03), na Câmara Municipal, e integram a preparação da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2027. O documento estima uma receita municipal de aproximadamente R$ 6,37 bilhões para o próximo exercício.

Mobilidade urbana, drenagem, pavimentação e obras estruturantes concentram os principais investimentos previstos. A área de mobilidade urbana receberá R$ 101 milhões, enquanto a Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU) Sul contará com R$ 88,2 milhões.
O planejamento contempla intervenções em diferentes regiões da capital, incluindo obras de drenagem, mobilidade, infraestrutura viária, equipamentos públicos e projetos de urbanização. Entre os maiores volumes de recursos vinculados destinados às superintendências regionais estão os da SDU Norte, com R$ 32,4 milhões, e da SDU Leste, com R$ 21,4 milhões.
“A proposta prevê investimentos em educação, meio ambiente, assistência social, esporte, cultura e desenvolvimento rural, além de recursos para contrapartidas de obras financiadas por convênios e operações de crédito. Temos um montante superior a R$ 500 milhões em investimentos, e isso é fruto do ajuste fiscal que a gestão trabalhou nos dois primeiros anos. Temos grandes obras em licitação e outras programadas para os dois próximos anos”, afirma Daniel Pereira, secretário executivo de Planejamento e Gestão da Semplan.
Mobilidade urbana concentra maior volume de recursos vinculados
A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) concentra o maior volume de investimentos vinculados, com previsão de R$ 101 milhões. Entre as ações destacadas estão a aquisição de ônibus e os investimentos no Centro de Controle Operacional (CCO), que somam R$ 6 milhões no detalhamento apresentado.
Na área de transporte público, o planejamento também prevê R$ 5 milhões em recursos próprios para a compra de ônibus e outros R$ 5 milhões destinados à implantação de paradas de ônibus, dentro da categoria de grandes investimentos.
Obras estruturantes recebem recursos próprios
Entre os investimentos de maior porte financiados com recursos próprios, a apresentação da Semplan destaca R$ 83,2 milhões para grandes projetos, além de R$ 55 milhões destinados às estruturas zonais, R$ 42,2 milhões para contrapartidas e R$ 37,5 milhões em recursos de livre alocação.
Na categoria de grandes investimentos próprios, estão previstos R$ 20 milhões para a Ponte Pesqueirinho, na zona Norte, e outros R$ 20 milhões para o prolongamento da Avenida Padre Humberto, na zona Sudeste.
A proposta também destina R$ 10 milhões ao Novo Shopping da Cidade e R$ 18,2 milhões a projetos e obras vinculados ao financiamento do Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF).
Limpeza pública terá orçamento de R$ 283,8 milhões
Além dos investimentos em obras, a proposta prevê R$ 283,8 milhões para a limpeza pública em 2027, valor 22% superior aos R$ 232,7 milhões orçados para 2026.
A Empresa Teresinense de Desenvolvimento Urbano (Eturb) concentra a maior parcela dos recursos, com R$ 125 milhões, o que representa um crescimento de 52,7% em relação ao ano anterior.
As superintendências de desenvolvimento urbano também terão recursos destinados aos serviços de coleta, transporte e destinação de resíduos sólidos. A SDU Sul contará com R$ 37,5 milhões; a SDU Leste, com R$ 35 milhões; a SDU Norte, com R$ 35 milhões; a SDU Sudeste, com R$ 27,5 milhões; e a SDU Centro, com R$ 22,5 milhões.
Proposta orçamentária ainda está em elaboração
O planejamento apresentado pela Semplan integra a preparação da LOA 2027 e ainda poderá passar por ajustes até a consolidação da proposta orçamentária.
A previsão de investimentos combina recursos próprios e vinculados, incluindo operações de crédito e repasses federais, para viabilizar obras e ações em diferentes regiões da capital. A proposta busca organizar a aplicação dos recursos municipais em infraestrutura, mobilidade, serviços urbanos e políticas públicas, com distribuição dos investimentos entre as superintendências regionais e os órgãos da administração municipal.




