Em nota, a Polícia Civil do Piauí informou que o inquérito aberto para apurar a tentativa de sequestro de uma criança recém-nascida no dia 6 de julho foi concluído e que a suspeita Auricélia Rocha, de 42 anos, foi indiciada pelo crime, ocorrido na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina. A mulher continua presa.

De acordo com a nota, “mesmo estando de folga, ingressou na unidade hospitalar utilizando uniforme da maternidade e, sob o pretexto de conduzir a recém-nascida para a realização de exames, conseguiu que os familiares lhe entregassem a criança. Em seguida, ocultou a bebê em uma bolsa e tentou deixar o local, sendo impedida pela tia da vítima, que percebeu a movimentação suspeita e localizou a recém-nascida”.
Confira a nota, na íntegra:
A Polícia Civil do Estado do Piauí, por intermédio da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), concluiu nesta sexta-feira (17) o inquérito policial que apurou a tentativa de subtração de uma recém-nascida ocorrida no dia 6 de julho, dentro de uma maternidade em Teresina.
A investigada e iniciais A. D. S. R., de 42 anos, foi indiciada pelo crime previsto no artigo 237 do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990), permanecendo à disposição da Justiça, com a prisão preventiva mantida.
As investigações apontaram que a indiciada, mesmo estando de folga, ingressou na unidade hospitalar utilizando uniforme da maternidade e, sob o pretexto de conduzir a recém-nascida para a realização de exames, conseguiu que os familiares lhe entregassem a criança. Em seguida, ocultou a bebê em uma bolsa e tentou deixar o local, sendo impedida pela tia da vítima, que percebeu a movimentação suspeita e localizou a recém-nascida.
Durante a investigação, foram colhidos depoimentos de testemunhas, analisadas imagens do sistema de videomonitoramento, realizadas diligências e produzidas provas técnicas e documentais. Na residência da investigada, foram encontrados objetos e um ambiente preparado para receber uma criança, indicando possível planejamento prévio da ação.
Além disso, a análise de dados telemáticos e documentos médicos demonstrou que a investigada simulava uma gestação há vários meses, embora não estivesse grávida.
Diante do robusto conjunto probatório reunido, a autoridade policial concluiu pela existência de indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva, encaminhando o inquérito ao Poder Judiciário, com ciência ao Ministério Público e à Defensoria Pública para adoção das medidas legais cabíveis.
Assessoria de Comunicação da Polícia Civil do Estado do Piauí




