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Home DESTAQUE

Alta no diagnóstico de autismo amplia busca por especialistas

Segundo o neuropediatra Nicholas dos Santos Barros, o cuidado com o desenvolvimento infantil começa muito antes do contato com o especialista

por editor
28 de maio de 2026
em DESTAQUE, SAÚDE

O aumento no número de diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista tem provocado um efeito direto no sistema de saúde: a crescente demanda por especialistas, especialmente neuropediatras. Ao mesmo tempo, esse cenário acende um alerta sobre a importância da formação médica, desde a base até a especialização, para garantir o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado das crianças.

Segundo o neuropediatra Nicholas dos Santos Barros, professor da pós-graduação da Afya Educação Médica, o cuidado com o desenvolvimento infantil começa muito antes do contato com o especialista. “Durante a formação do médico, áreas consideradas básicas, como a saúde da criança, são fundamentais. Saber identificar, interpretar e avaliar o desenvolvimento neuropsicomotor é uma prioridade”, explica.

Ele destaca que, na prática, o primeiro atendimento nem sempre é feito por um neuropediatra, mas por profissionais da atenção primária, como médicos de família, pediatras ou outros integrantes da equipe multiprofissional. Por isso, reconhecer sinais de alerta e diferenciar um desenvolvimento típico de possíveis atrasos é essencial para garantir o encaminhamento correto.

Nesse contexto, a educação continuada ganha ainda mais importância. “É a forma mais adequada de garantir uma avaliação qualificada, com maior sensibilidade para suspeitas de transtornos do neurodesenvolvimento”, afirma o especialista.

A formação médica voltada para esse olhar começa ainda na graduação e se aprofunda ao longo da especialização. De acordo com Nicholas, o equilíbrio entre teoria e prática é determinante para que o profissional desenvolva a capacidade clínica necessária para um diagnóstico preciso.

Além do conhecimento técnico, o atendimento a pacientes com TEA exige uma abordagem mais ampla. “O diagnóstico é desafiador, mas deve estar alinhado com pesquisa, estudo, humanização e empatia. É assim que conseguimos oferecer uma assistência adequada a uma condição cada vez mais presente no dia a dia”, pontua.

Diante desse cenário, instituições como a Afya Educação Médica têm investido na qualificação de médicos, contribuindo para a formação de profissionais mais preparados para lidar com as demandas atuais da saúde infantil, especialmente em áreas que exigem sensibilidade clínica e atualização constante.

 

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