Número de casos de covid diminui 15% em Teresina

Os dados estão no boletim da 28ª semana epidemiológica, divulgado pela Fundação Municipal de Saúde.
Presidente da FMS, médico Gilberto Albuquerque (Foto: Reprodução)

A 28ª semana epidemiológica em Teresina, que corresponde de 10 a 16 de julho, registrou uma redução de 15% do número de casos de covid-19, em relação ao período anterior. Os números confirmam as projeções do Comitê Municipal de Operações Emergenciais (COE), da Fundação Municipal de Saúde (FMS), e mostram que o pico de casos já foi atingido.

Os cálculos da FMS apontam que o pico da doença ocorreu no dia 9 de julho de 2022. Desde então, houve redução no número de casos confirmados semanalmente. Os dados estão disponíveis no boletim epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (18).

Para o virologista e neurologista da FMS, Marcelo Adriano, a subnotificação dos casos da doença provocada pelo uso do autoteste não causa grandes alterações no sistema. “Ainda que o autoteste possa gerar algum grau de subnotificação, a maioria absoluta da população teresinense depende do sistema público para testagem, de forma que os resultados destes exames não alteram significativamente as projeções e as tendências verificadas, por meio dos diversos indicadores averiguados pelo COE-FMS”, disse.

O boletim aponta ainda que a redução de casos confirmados ocorreu de forma harmônica com a redução nos atendimentos por síndrome gripal, com a diminuição na demanda por testes de antígeno nas unidades básicas de saúde e por testes RT-PCR, junto ao Lacen-PI e com a estabilização do número de novas internações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG).

Segundo o infectologista do COE Walfrido Salmito, “como as hospitalizações por SRAG são prolongadas, atualmente, o número de pacientes internados por covid-19 permanece elevado, por conta do caráter cumulativo das internações, levando a uma taxa de ocupação de leitos crescente. De forma análoga, é esperado que o número de mortes pela doença permaneça elevado ainda por algumas semanas, a despeito da queda do número de novas infecções, pois os casos de óbitos por covid-19 ocorrem geralmente três a quatro semanas após a hospitalização”.

O presidente da FMS, Gilberto Albuquerque, reforça que “para que eventuais casos não se convertam em hospitalizações ou mortes, o fundamental é a vacinação, incluindo as doses de reforço para aqueles com última dose aplicada há mais de quatro meses”.

 

Deixe uma resposta