Atendimento de acidentados no HUT tem alta de 11% no semestre

De acordo com o levantamento feito pelo hospital, foram atendidos de janeiro a junho 4.700 vítimas de acidentes de trânsito.

Levantamento do Hospital de Urgência de Teresina (HUT) mostra que o número de atendimentos de vítimas de acidentes de trânsito teve um crescimento de 11% no primeiro semestre de 2022, em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo o HUT, 4.700 acidentados deram entrada no hospital no semestre, sendo que 1.700 cirurgias ortopédicas foram realizadas no período. Esse tipo de procedimento corresponde a 20% do total de atendimentos de emergência.

O perfil dos pacientes internados em decorrência de acidentes de trânsito é formado em 87% por motociclistas, entre 21 e 40 anos, do sexo masculino, que têm plena atividade social. No entanto, adolescentes, de 11 a 20 anos, também aparecem na lista, o que serve como sinal de alerta.

Com o serviço integrado de trauma para atendimento emergencial de fraturas e outras ocorrências, inaugurado em julho do ano passado, o HUT passou a adotar o modelo preconizado pelo SUS para hospitais de referência onde o paciente tem atendimento em até 30 minutos por uma equipe intensivista, além do suporte de exames por imagem e clínicos, acelerando o diagnóstico e a decisão médica.

Os ortopedistas atendem a maioria das vítimas de traumas de trânsito, sendo muitos de alta complexidade o que onera bastante o custo da saúde pública, um recorte feito, de janeiro a julho em 2022, indica um custo médio somente com materiais especiais (OPME) utilizados nessas intervenções de mais de um milhão de reais.

Tão essencial quanto alertar sobre esses números é advertir sobre o impacto pessoal e social que acontece com as vítimas e suas famílias. Afinal, muitos ficam com sequelas, como dificuldade e até impossibilidade de se locomover e, consequentemente de trabalhar, estudar, levar a vida.

“Em todos os contextos, é importante que as pessoas tenham responsabilidade, respeitar os limites de velocidade, não ingerir bebidas alcoólicas, usar o cinto de segurança e respeitar a sinalização”, disse o médico e diretor do HUT, Fábio Marcos de Sousa.

 

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