Escolas de Teresina não devem suspender aulas após casos de covid

Prefeitura da capital divulgou nesta quarta-feira uma nota técnica da Fundação Municipal de Saúde com essa orientação.

Uma nota técnica divulgada hoje (22) pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), Diretoria de Vigilância em Saúde e Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública (COE) recomenda que as escolas públicas e particulares de Teresina, em todos os níveis do ensino, não devem suspender as aulas diante de casos suspeitos ou confirmados de covid-19.

“A recomendação é que não ocorra o fechamento temporário de turmas, turnos ou escolas em decorrência do surgimento de casos, exceto em condições excepcionais, mediante deliberação conjunta entre a direção da escola e as autoridades sanitárias”, informa a Prefeitura de Teresina.

Segundo a Fundação Municipal de Saúde (FMS), “o estudante com sintomas ou teste positivo de covid-19 deverá manter isolamento domiciliar pelo período mínimo de cinco dias. Se no sexto dia após o início dos sintomas (ou teste positivo) o estudante estiver há 24 horas sem febre (sem uso de antitérmicos) e sem sintomas ou com sintomas melhorando, poderá retornar às aulas, com utilização adequada de máscaras por pelo menos dez dias”.

Em caso contrário, deverá manter isolamento até o 10º dia, com liberação para retorno às aulas condicionada à ausência de febre e ausência ou pelo menos melhora dos sintomas nas últimas 24 horas. Em qualquer dos casos, a duração da recomendação de uso de máscaras estará prorrogada indefinidamente nas situações descritas no decreto municipal nº 22.569/20221, enquanto ele estiver em vigor.

Os estudantes que mantiveram contatos com alguém contaminado, se estiverem com o calendário vacinal atualizado (incluindo-se as doses de reforço para os grupos etários contemplados), poderão permanecer frequentando as aulas, porém com uso adequado de máscaras por pelo menos dez dias. Se apresentarem sintomas ou testarem positivo, será recomendado o isolamento.

Vacinação

O COE-FMS recomenda fortemente a vacinação de crianças e adolescentes e disponibiliza amplamente as vacinas. Foi emitido parecer sobre recomendações e sobre obrigatoriedade do uso de máscaras em cenários específicos, conforme decreto municipal nº 22.569/2022. O documento restringe a obrigatoriedade às situações com claro e iminente risco sanitário (infectados, doentes ou contatos) e não a institui de forma indistinta / universal – até mesmo para as escolas. Em consequência, o decreto não ampara condicionar a entrada de estudantes saudáveis e sem histórico de contato próximo e recente ou de teste positivo ao uso de máscaras.

A Nota Técnica é baseada em recomendações da ONU, Unicef e Unesco ao especificarem que em 2022 não pode mais ter interrupção no ensino, mas sim um momento de priorizar a educação e os melhores interesses das crianças.

Clique aqui para ver a NOTA TÉCNICA Nº 001/FMS/DVS/COE

 

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