Vai terminar menor que entrou!

Há indicativos, mais que palpáveis, de que o presidente Jair Bolsonaro vai encolher ainda mais no último mês de dezembro.

Brasília (DF) – O PSDB no limite de seu tempo, finalmente, escolheu um candidato para concorrer à Presidência da República. João Dória esperava vencer, antes da pane política e tecnológica que o partido viveu com a falência dos aplicativo de votação no último 21 de novembro – com não menos de 62% dos votos.

Bem, já se falava no marco para aqueles que não querem Bolsonaro e Lula essa solução tucana. Eis que em meio a tudo isso, Sérgio Moro no Podemos, Rodrigo Pacheco no PSD e o próprio MDB ao anunciar Simone Tebet, antes de uma oficialização, são indicativos de que teremos dias intensos pela frente.

O ex-juiz Sérgio Moro vem se comportando de forma agressiva em sua pré-campanha. Ele abalou nesses 10 dias mais que se poderia imaginar, até aproveitando as dificuldades tucanas.  Ele aparece com dois dígitos nas pesquisas de intenções de votos.  Sua equipe trabalha com a possibilidade de ele chegar a 15% ao final de dezembro.

Nos primeiros 9 dias de dezembro Moro e o Podemos terão uma agenda de eventos em que ele vai percorrer as cidades de Curitiba, seu berço político no Paraná, depois ele vai as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Recife.   Em cada uma dessas cidades ele deverá realizar eventos com palestra, lançamento de livro e sessão de autógrafos.  Esses eventos vão dar visibilidade nas redes sociais, na imprensa e nas sociedades onde os eventos vão ser realizados.   Não duvide que possa haver manifestações, de petistas e bolsonaristas, contra ele nessas cidades.

Goste-se ou não haverá uma natural geração de notícias em torno do ex-juiz. Os outros pré-candidatos não vão ficar parados. O MDB deverá fazer um evento até o final do primeiro decêndio de dezembro oficializando a pré-candidatura da senadora Tebet, que é mercadoria boa de vender – o fato novo de única mulher na corrida pré-eleitoral.

Rodrigo Pacheco não vai ficar parado, acreditem. Ele tem a natural ribalta da Presidência do Senado.

As esquerdas não vão ficar paradas, também; especulações sobre formação de federação de partidos passam a ser reavaliadas com o possível crescimento da candidatura de Sérgio Moro.  O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de fato, não será o mais atingido com os movimentos da chamada terceira, mas sabe que o melhor dos mundos e não ter nenhum deles numa disputa de segundo turno.

Se Moro chegar, de fato, aos 15% ao final de dezembro não duvidem que outros como Tebet e Pacheco terão seus pontinhos (?!), que quase certamente não sairão de arrependidos petistas, mas, sim, de arrependidos bolsonaristas.   Qual o tamanho de Bolsonaro nas pesquisas eleitorais no final de 2021?!

Dizem que só o mundo político se importa com números de pesquisas, mas num momento em que a arrecadação evoluiu em que o número de empregados efetivos não evoluem – os números do Novo Caged mostram a mesma pessoa ocupando mais postos, mas não importando em mais renda – mostram como será difícil para o Governo Bolsonaro se apresentar como a chave para o sucesso nacional.

Bolsonaro vai entrar dezembro filiado a novo partido político, do poderoso Centrão, mas nada garante que vai terminar o mês do tamanho que gostaria com o novo status partidário. O PL é forte, mas não faz milagres.

Há indicativos, mais que palpáveis, que Bolsonaro terminará o último mês de dezembro menor do que entrou.

Por Genésio Araújo Jr, jornalista

e-mail: politicareal@terra.com.br

 


GENÉSIO ARAÚJO JÚNIOR é jornalista e bacharel em Direito. Há 20 anos atua na imprensa de Brasília, coordenador-editor do site Política Real, empresa que também é gestora dos sites Bancada do Nordeste, Bancada do Norte e Bancada Sulista.

 

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