Maranhão abre seletivo para professor de comunidades tradicionais

O lançamento do edital aconteceu nesta quinta-feira, em solenidade com a presença do governador Flávio Dino, no Palácio dos Leões.
Flávio Dino lançou edital com ações voltadas à formação e qualificação de professores (Foto: Karlos Gêromy)

O governador do Maranhão, Flávio Dino, lançou hoje em solenidade no Palácio dos Leões o edital com ações voltadas à formação e qualificação de professores. O público são docentes que atuam com povos e comunidades tradicionais do estado, para que assumam a escolarização em seus territórios. O seletivo oferece curso de licenciatura exclusivo para quilombolas e oportuniza que pessoas acima dos 60 anos tenham acesso ao ensino superior. Os programas serão executados pela Universidade Estadual do Maranhão (Uema).

O edital será aberto a professores que venham das comunidades e povos a serem escolarizados. Com esse direcionamento, o governo pretende garantir que o processo educativo seja mais eficaz e que venha, de fato, promover a autonomia dos territórios. Serão dois programas disponibilizados no seletivo: o Proentos – Programa de Formação Docente para atender a Diversidade Étnica do Maranhão da universidade e o UEMA 60+, que vai facilitar o acesso dos idosos ao ensino superior.

“A Uema lança dois programas de grande importância, valorizando as comunidades tradicionais e os idosos. Sabemos que, nesse momento, o Brasil assumiu compromissos educacionais na COP26, e esses programas vão na direção correta por valorizar as comunidades tradicionais, que são grandes prestadores de serviços ambientais e ecossistêmicos, portanto importantes e fundamentais para o Brasil e o mundo. E também, por valorizar os idosos, sobretudo, considerando mudanças na pirâmide etária do Brasil, com cada vez mais idosos participando na população e precisamos assegurar direitos”, frisou o governador Flávio Dino.

O reitor da Uema, Gustavo Pereira da Costa, pontuou a importância das iniciativas. “Esses programas, lançados pelo Governo, materializam o compromisso social da Uema com a diversidade étnica e etária do povo do Maranhão. São programas que consideram e respeitam toda a diversidade histórica dos povos tradicionais do Maranhão e também o conhecimento, experiência e respeito que merecem todas as pessoas da terceira idade. A universidade, em boa hora, reforça sua política afirmativa com esses públicos, por meio destes dois programas”, avaliou.

Pelo Proentos, o foco é formar e qualificar professores de seus próprios territórios para que eles assumam os processos de escolarização nos povoados e comunidades tradicionais do estado. Serão implementados, já em 2022, três licenciaturas interculturais indígenas, nos campi da UEMA de Grajaú, Barra do Corda e Santa Inês. São Bento terá a primeira Licenciatura em Educação Quilombola (LIEQ), com 30 vagas, para quilombolas da comunidade e que tenham o Ensino Médio.

Representando a população indígena, Raquel Aguiar Santos, destacou o significado da oportunidade. “O Maranhão tem a 3ª maior terra indígena do Brasil e especificidades das comunidades tradicionais que devem ser consideradas e respeitadas. Às vezes, há uma falta de informação sobre os povos indígenas e sua diversidade. Sou muito grata por essa iniciativa e estar aqui é uma grande honra. Sabemos de todas as dificuldades das comunidades tradicionais, o quanto é difícil sair das nossas aldeias para estudar e ter acesso à educação. Sou grata por essas oportunidades que o governador Flávio Dino está garantido aos povos tradicionais do Maranhão”, enfatizou.

Uema 60+

Já o Uema 60+, tem como objetivo possibilitar a garantia do direito da pessoa idosa ao acesso à educação superior por meio da reserva de percentual de 5% das vagas remanescentes do Processo de Acesso à Educação Superior da Universidade Estadual do Maranhão (Paes/Uema). O programa teve base na Resolução nº 1.475/2021 – Cepe/Uema, na Política Nacional do Idoso (instituída pela Lei Federal nº 8.842/1994) e Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741).

 

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