PMT pede multa de R$ 500 mil para grevistas

O valor cobrado atualmente é de R$ 50 mil em caso de desrespeito às ordens judiciais. Rodoviários iniciaram greve hoje.

A Prefeitura de Teresina entrou com ação na Justiça, com pedido para que a multa aplicada contra os responsáveis pela greve no transporte público da capital seja ampliada de R$ 50 mil por dia para R$ 500 mil.

Os motoristas e cobradores de ônibus entraram em greve na manhã de hoje (28). A categoria reivindica a assinatura da convenção coletiva de trabalho por parte do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut).

A ação contra o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários no Estado do Piauí (Sintetro) tramita na 2ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública, e foi impetrada pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) e Procuradoria Geral do Município (PGM).

O município alega que os grevistas estão desrespeitando a determinação judicial de manter em circulação 30% da frota de ônibus nos horários sem muita movimentação e 70% nos horários de pico.

Além de assegurar a manutenção da frota em circulação, a Strans defende que os “valores das multas, que variam de R$ 50 mil a R$ 500 mil reais, sejam ampliados”, diz nota da PMT. A ação judicial é movida contra o presidente do Sintetro, Ajury Dias.

No requerimento direcionado ao juiz da 2ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública, a PMT também pediu a apuração da responsabilidade criminal dos responsáveis pela greve no setor.

O transporte público de Teresina passa por uma crise sem precedentes. A situação começou a se agravar há mais de três anos e piorou em 2020, por causa da pandemia. Desde o início deste ano, a população convive com a falta de ônibus nas ruas.

 

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