Deputados comentam greve dos motoristas de ônibus em São Luís

Rodoviários da capital maranhense cruzaram os braços há uma semana. Patrões e empregados não entram em acordo. População é prejudicada.

Os deputados Neto Evangelista (DEM), Yglésio Moyses (PROS) e Duarte Júnior (PSB) teceram comentários, na sessão plenária da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) desta quarta-feira (27), sobre a greve do transporte coletivo de São Luís, que já dura uma semana sem acordo entre os rodoviários e as empresas de ônibus.

Neto Evangelista disse concordar com o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, segundo o qual não é o momento para aumento de passagens de ônibus, em razão do número de pessoas desempregadas e da desvalorização do real. Ele sugeriu que o poder público municipal, inicialmente, “lance mão do próprio contrato licitado com o sistema de transporte público, que permite, em caso de calamidade pública, buscar um reequilíbrio e dividir riscos e prejuízos no sistema de transporte”. Sugeriu, ainda, que a Prefeitura de São Luís e o Governo do Estado se deem as mãos para solucionar a questão.

“O Governo do Estado pode fazer uma redução na alíquota do ICMS e a Prefeitura pode subsidiar de forma legal, pois o contrato permite, em função do momento que estamos vivendo. O que não pode é a Ilha de São Luís parar desse jeito. Fica aqui o meu apelo para o Governo do Estado e a Prefeitura de São Luís”, frisou Neto.

Subsídio

Yglésio Moyses fez uma ampla análise da situação, afirmando existir “uma bomba relógio no sistema”. “Quando chegamos a um ponto de ter uma greve como essa, caótica, é porque estamos no limite. O sistema de transporte público local tem um déficit mensal de R$ 5 milhões. Isso precisa ser visto, pois repercute na ponta, que é a parada, o terminal, o ônibus, as viagens que demoram. Isto tem um impacto direto na vida das pessoas”, salientou.

Yglésio elencou elementos que levaram à situação em que se encontra o sistema de transporte, destacando, entre eles, a elevação de 65% do preço do diesel este ano. “Quem vai pagar esse custo? Como vamos querer um transporte eficiente, confortável, congelando tarifa, sem a prefeitura coçar o bolso?”, questionou.

O deputado disse que, exceto o aumento da tarifa, só enxerga uma solução: “Rever a gratuidade, fazer um pente fino no caixa das empresas e fazer o subsídio. São Paulo gasta R$3 bilhões por ano e Curitiba R$ 100 milhões. Proponho R$ 2 milhões por mês de subsídio para estancar esse aumento, neste momento, pois já temos dois anos de contrato assinado, prevendo um reequilíbrio que não foi feito”, defendeu Yglésio.

Posicionamento

Por sua vez, Duarte Júnior reiterou críticas à administração municipal e cobrou um posicionamento da Prefeitura de São Luís, “de forma técnica e corajosa, para enfrentar o problema da greve de ônibus”.

“É importante haver um subsídio para que o consumidor não pague a conta. E existem recursos para esse subsídio. Que a Prefeitura tenha coragem de chamar o transporte alternativo, buscar regulamentar, legalizar esse serviço. É preciso garantir outras vias alternativas, outros modais de transporte”, sugeriu Duarte Júnior.

Alema

 

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