Sesapi investiga morte por variante Delta da covid

A vítima é um homem de 72 anos, morador de Picos, que fez uma viagem a São Paulo.

O homem de 72 anos, suspeito de infecção pela variante Delta, morreu no último sábado (11), no Hospital Regional Justino Luz, em Picos, em decorrência das complicações da covid-19. A Secretaria Estadual da Saúde (Sesapi) continua a busca pelos contatos do homem e já fez a identificação do ônibus, que transportou o passageiro de São Paulo para Picos.

Coordenadora de Epidemiologia da Sesapi, Amélia Costa (Foto: Divulgação)

“Nosso intuito em encontrar esses passageiros não é punitivo e sim rastrear os possíveis contatos, que passaram dias com o homem, que veio a falecer por causa da covid-19. E precisamos fazer o monitoramento por questão de controle da doença”, disse a coordenadora de Epidemiologia da Sesapi, Amélia Costa.

O material colhido do paciente para sequenciamento genético será enviado esta semana para a Fiocruz de Recife, e tem a previsão do resultado ser liberado em até 45 dias. “Sabendo que ele era oriundo de uma cidade que há circulação alta da variante Delta, solicitamos a unidade de saúde amostras para realização do sequenciamento genético, porém tem essa demora no envio do resultado, pois há uma grande demanda, uma vez que a Fiocruz realizar o sequenciamento de amostras de todo o país”, lembrou a coordenadora.

Segundo informações repassadas pela família do pacientes ao hospital, o homem viajou para São Paulo no dia 12 de agosto e retornou a Picos, em um ônibus clandestino, no dia 24 do mesmo mês. No dia 26 de agosto ele apresentou os primeiros sintomas da doença, porém só procurou o hospital no dia 3 de setembro, onde veio a óbito no dia 11 de setembro.

“Outra situação que levou ao agravo do quadro de saúde do paciente é o fato dele, mesmo com 72 anos, não ter tomando nenhuma dose das vacinas contra a covid-19 e também ser portador de uma doença cardíaca crônica. Por isso alertamos para a necessidade da vacinação e da continuidade dos demais cuidados, como o uso de máscara, não aglomeração, que estão sendo negligenciados por muitas pessoas”, ressaltou Amélia Costa.

 

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