Rebeca Andrade brilha e ganha ouro na ginástica

Confira mais resultados do Brasil em Tóquio: Vôlei masculino tem vitória sofrida contra os franceses e despedida de Robert Scheidt.
Rebeca Andrade, medalhista de ouro (Foto: Miriam Jeske/COB)

O Brasil pode comemorar mais um ouro nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020. É de Rebeca Andrade, que fez história ao conquistar o primeiro ouro da ginástica artística feminina neste domingo, 1º, ao marcar 15.083 na prova do salto. Ela se tornou ainda a primeira mulher brasileira a conquistar duas medalhas numa mesma edição olímpica. Ela já havia conquistado a prata no individual geral.

Rebeca tem chance de aumentar a sua coleção na final do solo, que será disputada nesta segunda, 2.

“Eu dedico a conquista da medalha de ouro a todo mundo, mas, em especial, ao meu treinador, Francisco Porath. Ele só quer me ver brilhar e a única forma que eu posso retribuir é com a minha ginástica e nosso trabalho. Eu pude fazer isso por ele na quinta, com a medalha de prata, e hoje, com a medalha de ouro. E é isso que eu vou buscar fazer, dar orgulho para as pessoas, para a minha família e pra mim”, disse Rebeca.

Executando dois dos movimentos mais difíceis no aparelho, um Cheng e um Amanar, ele conseguiu 15.166 no primeiro salto e 15.000 no segundo, chegando a uma média de 15.083. Ela foi a terceira a se apresentar na final e assumiu a liderança para não mais deixar até a oitava ginasta deixar a área de competição. A prata ficou com Mykayla Skinner, dos Estados Unidos, com 14.916 – americana que substituiu a estrela Simone Biles na final -, e o bronze com Seojeong Yeo, da Coreia do Sul, com 14.733.

A ginasta de Guarulhos que defende as cores do Flamengo dominou as redes sociais com a prata no individual geral nos últimos. Apesar de saber de grande repercussão dos seus feitos, a jovem de 22 anos segue focada na busca de seu terceiro pódio olímpico.

Seleção de vôlei vence a França e aguarda rival das quartas

Em uma partida épica na Ariake Arena, a seleção brasileira masculina de vôlei derrotou a França, por 3 sets a 2, parciais de 25-22, 37-39, 25-17, 21-25 e 20-18, em 2h38, pela última rodada do Grupo B nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020. A equipe comandada pelo técnico Renan Dal Zotto salvou quatro matches points para conquistar a importante vitória que garantiu, pelo menos, a segunda colocação no grupo. Agora, o Brasil aguarda as demais partidas da competição para conhecer o seu próximo adversário.

“Nossa equipe é forte, temos excelentes jogadores acostumados a esses momentos de decisão e dificuldade, de reverter esse tipo de situação. Mentalidade bem forte quanto a isso. E continuamos fazendo nosso jogo”, afirmou o central Lucão, que terminou a partida com 19 pontos. O maior pontuador do Brasil foi o oposto Wallace, com 23.

O duelo entre as duas seleções entrou para a história dos Jogos Olímpicos como o maior da disputa masculina em termos de pontos somados das duas equipes. Ao todo, Brasil e França somaram 249 pontos (128 Brasil e 121 França). O recorde anterior pertencia ao jogo entre Itália e Iugoslávia, dos Jogos Olímpicos Sydney 2000, com 241.

Por pouco as duas equipes não superaram uma outra marca da disputa masculina em Jogos Olímpicos. A vitória da França no segundo set, por 39 a 37, ficou perto do placar de outra partida de Sydney 2000. Na ocasião, a Itália ganhou o primeiro set da Argentina, por 40 a 38.

“Eu estou cansado, claro, mas como qualquer um que ficasse em pé ali. Sairia destruído num jogo como esse. A partida foi de um equilíbrio impressionante, a pontuação foi lá em cima. É impressionante a qualidade técnica da França. Foi um jogo que, sinceramente, qualquer uma das duas equipes poderia ter vencido. Ficamos felizes porque acabar a primeira fase com vitória é muito importante porque há uma demonstração de crescimento do grupo. Começou os Jogos Olímpicos com dificuldade e foi crescendo e vencendo as dificuldades”, analisou o técnico Renan, frisando que fazia tempo que não via um jogo tão equilibrado, com tantas grandes jogadas e longos ralis. (COB)

Em sua sétima participação, Scheidt fica em oitavo em Tóquio

Robert Scheidt finalizou sua sétima participação olímpica na oitava colocação da classe Laser. Neste domingo, dia 1º, em Enoshima, sede da vela dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o cinco vezes medalhista olímpico terminou a Medal Race em nono lugar.

Aos 48 anos, mais uma vez Scheidt chegou na regata final como um dos candidatos à medalha e, assim como no Rio 2016, por muito pouco não alcança seu sexto pódio olímpico, que o colocaria como o maior vencedor do esporte olímpico nacional em Jogos.

“Eu acho que agora estou meio frustrado, não velejei bem. Orgulho representar meu país. Sétima Olimpíada, guardo memórias de cada disputa, de cada conquista. Queria ter terminado com uma medalha, mas esporte é assim, se você não aproveita suas oportunidades os outros aproveitam. Saio com a alma lavada, com a sensação de que fiz a melhor preparação que eu podia”, afirmou Scheidt.

“Quando comecei na vela nunca imaginei que chegaria em sete participações. Foi uma história linda, aproveito para agradecer minha família, COB, CBVela, todos os fisioterapeutas, patrocinadores, meu técnico. Foi um trabalho de muitas pessoas para me colocar aqui com chances e a gente cumpriu. Esporte é assim, importante ter feito o melhor que podia”, agradeceu o velejador.

Scheidt entrou na Medal Race na sexta colocação e para chegar ao pódio precisava ganhar a regata e torcer para que seus adversários diretos tivessem um mau desempenho.

De toda forma, Scheidt mostrou que, aos 48 anos, segue sendo um atleta competitivo no cenário internacional. Ao todo, 35 velejadores participaram dos Jogos Olímpicos na classe Laser.

Scheidt ficou nas seguintes posições nas dez regatas da classe Laser disputadas nestes Jogos Olímpicos: 11ª, 10ª, 4ª, 3ª, 17ª, 5ª, 8ª, 12ª, 24ª (descarte), 16ª e 9º.

A medalha de ouro ficou com o australiano Matt Wearn, a prata com o croata Tonci Stipanovic e o bronze para o norueguês Hermann Tomasgaard. (COB)

 

Deixe uma resposta