MP-PI pede à FMS medidas contra prática da “escolha de vacina”

Quem se recusar a tomar o imunizante disponível será impedido de agendar nova vacinação ou ficará no final da fila.

O Ministério Público do Piauí (MP-PI) recomendou à Fundação Municipal de Saúde (FMS) que tome medidas para evitar que as pessoas escolham qual vacina tomar em Teresina. CoronaVac, AstraZeneca, Pfizer e Janssen são os imunizantes contra a covid-19 oferecidos na capital.

A recomendação foi expedida pela 29ª Promotoria de Justiça de Teresina, dirigida ao presidente da FMS, Gilberto Albuquerque. O MP tomou a decisão após divulgação de notícias de que havia pessoas se recusando a tomar determinados imunizantes.

Uma das providências que podem ser adotadas é que o indivíduo que se recuse a receber o imunizante por conta do fabricante fique impedido de agendar nova vacinação por determinado período, ou que seja reposicionado ao final da fila de vacinação, conforme o cronograma de imunização municipal.

A outra recomendação, segundo a promotoria, é que sejam adotadas providências para a identificação e controle dos vacinados, com a finalidade de evitar que indivíduos recebam mais doses de vacina contra a covid-19 que o determinado pelo fabricante.

“A ‘escolha de vacina’ gera atrasos e prejudica a organização e operacionalização da campanha de imunização em Teresina. A vacinação não é mera ferramenta de proteção individual, mas coletiva, e evita a propagação da doença quando um grande percentual da população é vacinada”, ressaltou o promotor de Justiça Eny Pontes, que assina a recomendação.

 

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