As lições para enfrentar julho!

Mês combina com autonomia, valentia, heroísmo e compromisso com governos de todos para todos. FHC faz alerta a Jair Bolsonaro.

Brasília (DF) – Terminou o mês de junho, se desejando que o Governo, o chefe de Governo e Estado, embutidos – tivesse dias melhores neste mês de julho.

Julho é um mês e tanto para o moderno, que encerrava os antigos regimes. Não podemos esquecer a história, senão ela nos atropela. Os grandes homens públicos defendem, com habitualidade, que devemos olhar muito bem para isso!

No 2 de julho de 1.823 tivemos a Independência da Bahia, que vem a ser a confirmação da nossa Independência do Brasil. Em 4 de julho de 1.776, bem antes, teve a Independência dos Estados Unidos da América, o ponto alto da Revolução Americana, que criou a primeira república moderna. No 14 de julho de 1.789 veio a queda da Bastilha e a largada da Revolução Francesa, outra república surgiu!

O mês de julho combina com autonomia, valentia, heroísmo, coragem e compromisso com governos de todos para todos.

Bolsonaro e seu governo entraram julho carregando as correntes dos fantasmas de junho. Não conseguiu, mesmo com algum apoio de aliados, se separar dos problemas.

Foi tentado apresentar uma agenda que interessa ao pós-pandemia, que seria a continuidade das reformas, administrativa e tributária, assim como às preparações para atrair investimentos como a privatização da Eletrobras.

O governo, sob o propósito de atender uma promessa de campanha do presidente Bolsonaro, ao fazer correções na tabela do imposto de renda está tendo problemas demais com o que foi apresentado ao Congresso, à Câmara, inicialmente. Passada pouco mais de uma semana do anunciado pelo Ministério da Economia, já se diz que a proposta gera pequeno alívio à parcela da classe média, mas grande aflição para outra parcela e vai impor uma cobrança de 20% em quem investir no Brasil na retomada da atividade econômica, sem resolver o custo Brasil que continuaria lá, vivíssimo.

De quebra, a reforma administrativa proposta estaria atiçando estamentos do serviço público contra o Governo Federal. Já se avalia que isso seria sensível em diversos setores. O Ministério Público Federal e a Polícia Federal, que o digam!

Enfim, as agendas para chamar atenção do Brasil, acelerar debates e decisões, estão sendo atingidas e alimentadas pelos problemas que existem na política com os desdobramentos da CPI da Pandemia no Senado e o refortalecimento do ex-presidente Lula, que surge muito mais pelos equívocos, em série, cometidos pelos atuais poderosos que por seus próprios méritos.

A sociedade está tão ávida pelo novo que o anúncio feito pelo governador do Rio Grande do Sul, o tucano Eduardo Leite, de que é gay, apesar do mundo do poder todo ter conhecimento disso,  se transformou num grande fato pela forma equilibrada como ele fez esse anúncio. Mexendo com o bolsonarismo e com o petismo, como se pôde medir pelos algoritmos das redes sociais. Saliente-se que essa questão é algo que nosso conservadorismo tem grandes dificuldades de lidar.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do alto dos seus 90 anos, disse, em artigo, que Bolsonaro deve ter mais cuidados para não choramingar mais adiante.

Bolsonaro pode não ser muito de história, com H, mas ele deveria se inspirar nos valores que julho fomenta aos homens públicos. Talvez o mais emblemático seja o compromisso com a coisa pública que é de todos!  Bolsonaro tem várias dificuldades em sua presidência, talvez uma das maiores seja sair de seu quadradinho!

Por Genésio Araújo Jr, jornalista

Email: politicareal@terra.com.br

 


GENÉSIO ARAÚJO JÚNIOR é jornalista e bacharel em Direito. Há 20 anos atua na imprensa de Brasília, coordenador-editor do site Política Real, empresa que também é gestora dos sites Bancada do Nordeste, Bancada do Norte e Bancada Sulista.


 

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