Hérnia de disco: exames podem não retratar a realidade

As hérnias de disco normalmente ocorrem em consequência do desgaste natural e da fragilidade do disco intervertebral. Leia na coluna.

Hérnia de disco consiste no deslocamento do disco intervertebral, estrutura cartilaginosa da coluna, provocando dores terríveis que podem lhe impedir até de caminhar. Assim como dormência ou fraqueza em um braço e/ou perna.

Por outro lado, muitas pessoas não experimentam nenhum sintoma.

As hérnias de disco normalmente ocorrem em consequência do desgaste natural e da fragilidade do disco intervertebral.

Cerca de 20% da população tem hérnia de disco e não tem dor. Ter hérnia de disco não significa necessariamente estar doente. Pelo menos 80% das dores por hérnia de disco acabam dentro de 2 meses com ou sem tratamento, os 20% restantes irão levar a dor crônica.

Muitas vezes uma pessoa sente uma dor e busca atendimento profissional, aí pedem uma ressonância magnética e vem o diagnóstico: HÉRNIA DE DISCO. E dessa forma é comum imaginar que a dor é por conta da hérnia, e que será preciso criar restrições e tratamentos. Praticamente, tocam o terror no paciente. Só que muitas a dor não tem nenhuma relação com a hérnia de disco. Como já citado acima.

Um estudo analisou milhares de pessoas assintomáticas e mostrou que, em determinadas faixas etárias, será encontrado alterações na ressonância magnética em mais de 90% dos casos. Isso sendo comum inclusive em jovens. No estudo foi observado que mais da metade das pessoas de 30 a 39 anos que não sentem dores nas costas, têm alterações na imagem mostrada pela ressonância magnética.

Agora imagine a seguinte situação, você nunca sentiu dor nas costas, faz uma ressonância e descobre uma hérnia de disco. O normal é ficar com muito medo. Aí vai num médico que vai lhe colocar mais medo ainda, impondo uma série de restrições; e assim você vai se sentir muito pior. Pois fatores psicológicos são mais importantes que um exame de imagem.

E assim o paciente vai perdendo funcionalidade e qualidade de vida. No final das contas, a vida do paciente seria muito melhor se nunca tivesse feito o exame.

A situação descrita acima tem sido frequentemente verificada. Se uma pessoa for em um fisioterapeuta em vez de fazer exames, ou se ela simplesmente voltar a viver normalmente, com atividade física orientada e atitude positiva (fazendo Alongamentos específicos), ela com certeza poderá viver muito melhor do que se fizer exames, restrições e intervenções.

 


DEMÓSTENES RIBEIRO é professor de Educação Física formado pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), com pós-graduação em Gerontologia (UFPI), pós-graduação em Treinamento Desportivo e Fisiologia pela Faculdade Gama Filho (RJ), pós-graduação em Aspectos da Medicina Esportiva pela Unopar (PR). Com mais de 33 anos de experiência, Demóstenes é um dos profissionais com mais experiência na área.


 

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