Vacinação de grávidas no Piauí será apenas com Pfizer e CoronaVac

O Ministério da Saúde suspendeu a imunização de grávidas com a AstraZeneca em todo o país. 

No Piauí, a vacinação de gestantes e puérperas com comorbidades contra a covid-19 deverá ser feita com a aplicação dos imunizantes CoronaVac e Pfizer, mas com indicação médica, segundo a Secretaria Estadual da Saúde (Sesapi).

Para ser imunizada a gestante ou puérpera deverá comprovar sua comorbidade através de exames e laudo médico.

As gestantes que já receberam a primeira dose da vacina AstraZeneca/Oxford devem aguardar nota técnica do Ministério da Saúde com mais orientações sobre o assunto.

Ontem (11), o Ministério da Saúde suspendeu a imunização de grávidas que não tenham comorbidades. O uso da AstraZeneca está descartado também para aquelas com doenças crônicas.

No estado, a vacina da Pfizer é aplicada somente em Teresina, devido às condições necessárias para o armazenamento correto.

Com relação a CoronaVac, o imunizante está sendo aplicado apenas como segunda dose no Piauí. O estado está aguardando uma nova remessa do imunizante para esta semana para que possa inserir novos grupos.

“As 13.300 doses recebidas no último sábado I8) foram destinadas exclusivamente para aplicação da segunda dose”, disse o secretário Florentino Neto.

De acordo com o gestor, é importante observar que a determinação do Programa Nacional de Imunização (PNI)se refere a um grupo específico e que os três imunizantes em uso no Brasil são seguros. Segundo Florentino, os demais grupos prioritários, que incluem pessoas com comorbidades e deficientes permanentes, podem tomar a vacina da AstraZeneca normalmente.

“A imunização da população é o meio mais eficaz de enfrentamento a pandemia”, destacou Florentino. Ele faz um apelo para que as pessoas que têm direito à vacina não desperdicem a oportunidade de tomar as duas doses.

O Ministério da Saúde deverá emitir nota técnica com mais esclarecimentos sobre a imunização no público de mulheres gestantes e puérperas, bem como orientações para o cumprimento do esquema vacinal daquelas que já fizeram a primeira dose com a vacina AstraZeneca.

A suspensão da vacinação, em todo o Brasil, de mulheres gestantes e puérperas ocorre como precaução em meio à investigação de um óbito por Acidente Vascular Cerebral (AVC) de uma gestante de 35 anos que recebeu a vacina no Rio de Janeiro. A relação do óbito com a vacina não foi comprovada.

 

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