Muito além do Dia da Vitória!

Aqui no Brasil, o nosso Ministério da Defesa divulgou uma ”Ordem do Dia da Vitória”. Houve manifestações no mundo inteiro.

Brasília (DF) – No sábado 8 de maio por conta da celebração do Dia da Vitória houve manifestações no mundo inteiro, singelas, na maioria delas.

Aqui no Brasil, o nosso Ministério da Defesa divulgou uma  ”Ordem do Dia da Vitória”. O general Braga Netto diz no texto que foi datado do 7 de maio , mas divulgado no sábado fala em, 12 parágrafos, do dia em que houve a rendição incondicional das tropas nazistas, que ele fala tropas do Eixo. No dia 9 de maio estava encerrada a Segunda Guerra Mundial.

Braga Netto fala de rendição aos ideais democráticos. Ele diz que, inicialmente, o Brasil não tomou posicionamento sobre a Guerra Mundial em curso, mas decidiu ficar contra as tropas do eixo, falou das perdas nacionais e de nossa Força Expedicionária Brasileira (FEB), na Europa.

Ele destaca que nossas forças armadas tem um compromisso constitucional, que elas se modernizaram ao longo do tempo.

“Hoje retratamos a vitória dos valores da democracia, da justiça e da liberdade. A história se sucede de fatos e de ensinamentos. A “cobra fumou” e, se necessário, fumará novamente”, disse.

Braga Netto finaliza dizendo: “não há bem mais importante ou patrimônio material que equivalha à nossa liberdade, à nossa soberania, aos nossos valores patrióticos e à fé em nossa democracia”, disse.

Neste Brasil difícil em que alguém diz um simpático “bom dia” e corremos o risco de ouvir um desaforado “para alguns”, logo se especulou o que o nosso Ministro da Defesa quis dizer.

Depois de termos um governo em que o Presidente da República, um ex-militar, Jair Bolsonaro, encheu a administração de fardados, faz questão de insistir que eles estão a serviço de suas vontades e não do Estado e de vez em quando divulga que eles vão sair às ruas para garantir liberdades que ele insiste em dizer que estariam sendo aviltadas, é natural que se ache a fala do general um tanto “desaforada”.

O problema que talvez permita isso se propague se deve, em muito, ao fato do nosso presidente da República insistir, também, em fazer um governo para os seus apaixonados e não para o conjunto dos nacionais. Ele incentiva que seus apaixonados tratem quem pensa diferente que eles como canalhas, que devem ser extirpados da vida nacional.

Braga Netto não destaca algo mais em sua fala, isso permite que se siga adiante nessa dupla avaliação. O Dia da Vitória é o dia em que a Werhmacht, exército alemão, se rendeu não foi só as tropas expedicionárias dos países ocidentais, mas ao Exército Vermelho.

Locutor da rádio do Reicht, como divulgou a Embaixada da Rússia em seu facebook ainda na sexta-feira,7, destacava essa rendição. É bom lembrar que as primeiras tropas a chegarem em Berlin e colocarem uma bandeira no alto do Reichstag, o parlamento alemão – foram da antiga União das República Socialista Soviéticas(URSS).  Adolf Hitler, o cabo, como chamava Winston Churchill, se suicidou no dia 30 de abril de 1.945, com pavor de passar pelo soviéticos, que nada tinham de democratas.

O Dia da Vitória, não é só uma conquista dos democratas, mas uma conquista de todos que respeitam aqueles que pensam diferente. Não é bom esquecer que os nazistas não se importavam com a democracia, eles queriam o governo dos melhores((?!), que incluía eliminar judeus, eslavos, negros, homossexuais, ciganos e todos que fossem diferentes da raça ariana. O Dia da Vitória é muito mais do que alguns nesse governo Bolsonaro pensa que é.

Por Genésio Araújo Jr, jornalista

e-mail: politicareal@terra.com.br

 


GENÉSIO ARAÚJO JÚNIOR é jornalista e bacharel em Direito. Há 20 anos atua na imprensa de Brasília, coordenador-editor do site Política Real, empresa que também é gestora dos sites Bancada do Nordeste, Bancada do Norte e Bancada Sulista.


 

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