Dicas para evitar vazamento de dados pessoais

Esse problema é algo sério e que deixa o consumidor mais suscetível a fraudes. A coluna ensina como se prevenir. 

Não é novidade que a tecnologia é uma faca de dois gumes. Se por um lado, satisfaz completamente nossas necessidades, por outro, nos deixa cada vez mais vulneráveis aos ataques cibernéticos destes tempos, a exemplo do vazamento de dados pessoais. Mesmo sendo impossível garantir absoluta proteção em todas as situações, algumas medidas podem ser adotadas para manter informações pessoais seguras.

A primeira dica é criar senhas seguras ou “fortes”, a partir da combinação de números e letras ou ainda com caracteres especiais (#@&?). Nesse entendimento, senhas óbvias devem ser evitadas, como datas de aniversários e sequências numéricas, além de evitar a repetição de senhas em contas diferentes. No caso de aplicativos, a recomendação é a autenticação em duas etapas ou confirmação extra da identidade por e-mail, a fim de reforçar a segurança.

Outra dica é evitar clicar em links e arquivos desconhecidos ou de origem duvidosa que chegam por meio de e-mails, whatsapp ou mensagens de texto. Normalmente, links fraudulentos (phishing) vêm disfarçados de promoções, prêmios inesperados, convites para eventos ou acontecimentos de grande repercussão, por isso é importante verificar se a plataforma e o remetente são confiáveis.

A última dica é evitar compartilhar os dados pessoais por mensagens ou ligações de forma aleatória. Ao receber ligações ou mensagens de operadoras, bancos ou serviços públicos, o consumidor deve entrar em contato com os canais oficiais de atendimento para verificar se não se trata de um golpe.

Vazamento de dados pessoais é algo sério e que deixa o consumidor mais suscetível a fraudes. Por isso, é fundamental redobrar os cuidados na hora de fornecer qualquer informação, por mais inofensiva que pareça. O consumidor que tiver seus dados vazados deve registrar boletim de ocorrência, e em seguida, encaminha-lo para bancos de dados e órgãos de proteção ao crédito. Se achar necessário, também é possível a judicialização do caso.

 


MARINERI ALVES de Sousa, 29 anos, é advogada militante no Piauí, formada em Direito pelo Instituto Camilo Filho (ICF), com pós-graduação em Direito Civil e Processo Civil pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI). É membro da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor da OAB-PI. Possui graduação pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e pós-graduação em Letras/Português (UESPI).


 

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