Oportunidades que a vida dá

No segundo ano de Páscoa na pandemia, Papa Francisco diz que os poderosos devem doar mais vacinas aos mais pobres.

Brasília (DF) – Domingo de Páscoa. Uma data e tanto não só para os cristãos, mas de fato tem um caráter ecumênico, não deixa de ser um acontecimento planetário, apesar da maior parte da população da Terra não estar no médio-ocidente, onde se encontram a maioria dos que celebram essa data.

Se a Páscoa pode ser vista como um momento de reflexão – onde a ressureição, mais que a mensagem de ofertar a vida em nome da Salvação, faz revelar o Deus Cristão -, ela nos obriga a nos redefinirmos para seguir adiante.

É o segundo ano de Páscoa da pandemia do covid-19. O Papa Francisco, o líder cristão, disse neste domingo que os poderosos devem ofertar mais vacinas aos mais pobres, destacou que o aumento da pobreza  na pandemia e as limitações da praga que nos nega as relações presenciais e nos joga nas relações virtuais – não devem ser lidadas com passividade. Temos que enfrentar esses desafios em meio a tanta dor.

No ambiente do poder, como os poderosos poderiam refletir e se reinventarem, especialmente aqui no Brasil?

Sei que nesse ambiente, sempre que se expõe as fraquezas dos poderosos damos espaço para que seus adversários tenham uma avenida aberta para trafegar. Natural, mas se nos abstermos de nossas paixões políticas, certamente, como se falássemos para nós mesmos, iríamos ver como os nossos favoritos e governantes erraram muito durante este tempo inédito que vivemos.

Os prefeitos e governadores são questionados por alguns por suas medidas de restrição, mas a grande maioria entende que elas precisavam ser feitas. Esses prefeitos, se estão de fato certos nas restrições, onde mais erraram?  Erraram muito. Existem casos de corrupção entre esses chefes de poder, eles não deveriam ter fechado os hospitais de campanha, eles deveriam ter criado auxílios emergenciais como os governo federal fez. Cada realidade local tem suas pertinências. Esses prefeitos e governadores erraram muito. Alguns até que dão o braço a torcer, a maioria não.

O presidente Jair Bolsonaro, por estar em destaque nacional e por não fazer o menor gosto em seguir as regras internacionalmente aceitas, fica mais exposto. São tantas as críticas que se pode fazer ao chefe de Governo e Estado que, provavelmente, iriamos gastar todas as letras do vocabulário.

O Presidente Bolsonaro se diz cristão e tem amplo apoio da comunidade evangélica, especialmente.  Nosso Presidente,  assim como os outros poderosos, não está disposto a reconhecer seus erros.  O pior momento da pandemia chegou. Infelizmente, há quem diga que este mês de abril poderá ser ainda pior.

O Presidente, em meio a pandemia, fez por colocar a questão eleitoral como fundamental ao insistir em prevalecer com o fator econômico acima do fator humano. O ressurgimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o manifesto, nesta semana, de um grupo destacado de presidenciáveis,  logo após a insatisfação dos grandes empresários, faz com que cheguemos nesta Páscoa com o pêndulo do poder, que exige reinvenção, apontando mais para o lado do inquilino do Palácio do Planalto.

Existe um sentimento de que o Presidente não estaria propenso a se reinventar, além do que tentou com a reforma ministerial que fez nessa última semana.

A vida nos dá gratas e ingratas oportunidades. Alguns sabem aproveitá-las, infelizmente, outros não!

Por Genésio Araújo Jr, jornalista

Email: Politicareal@terra.com.br

 


GENÉSIO ARAÚJO JÚNIOR é jornalista e bacharel em Direito. Há 20 anos atua na imprensa de Brasília, coordenador-editor do site Política Real, empresa que também é gestora dos sites Bancada do Nordeste, Bancada do Norte e Bancada Sulista.


 

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