Teresina não tem como abrir novos leitos de UTI, diz presidente da FMS

O médico Gilberto Albuquerque disse que não existem medicamentos no mercado, o que impossibilita a abertura de novos vagas.

O presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, Gilberto Albuquerque, disse hoje (22) que o órgão não tem mais como abrir novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para atender pacientes de covid-19.

“Nós já abrimos os leitos de UTI que poderíamos. Mesmo que a gente conseguisse abrir mais leitos de UTI, não existem medicamentos no mercado para se comprar. As indústrias não estão produzindo quantidade suficiente”, afirmou o médico.

Com a situação preocupante, integrantes dos Comitês de Operações Emergenciais (COE) municipal e estadual se reuniram ontem (21) na sede da FMS. “Houve uma discussão técnica integrada para uniformizarmos as decisões. Foram sugeridas algumas medidas, que serão avaliadas pela prefeito Dr. Pessoa e pelo governador Wellington Dias”, disse o médico.

Governo e Prefeitura deverão decidir sobre a adoção de medidas para reduzir a circulação de pessoas, a fim de evitar aglomerações, ambiente ideal para a proliferação do novo coronavírus.

A ocupação de leitos de UTI Covid chegou a 93% em Teresina neste final de semana, dos 113 totais, 105 estavam ocupados. Apenas 44% dos leitos estavam ocupados por teresinenses, e 56% por pacientes oriundos do interior do Piauí.

“Teresina está com os leitos de UTI ocupados em sua maioria por pacientes do Norte do estado”, disse o presidente da FMS.

 

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