Campanha eleitoral ganha força nas redes sociais

As redes sociais garantem o mesmo acesso a todos os candidatos, independente da situação financeira. Basta ter uma boa estratégia.

EDNALDO CÍCERO FREITAS
jornalista
redacao@edcicero.com.br

A campanha eleitoral de 2020 será concentrada na internet. A procura será maior por dois motivos. Primeiro, as redes sociais estão ao alcance de todos, em situação de igualdade. E é fácil de usar. Segundo, tem as limitações provocadas pela pandemia.

A propaganda política mal começou e as redes sociais já estão lotadas de postagens de candidatos a prefeito e vereador. Eles publicam fotos e vídeos de reuniões em bairros, além de declarações de apoiadores.

Com a internet, é possível que alguns políticos deixar de lado o horário eleitoral na televisão e no rádio, cujo espaço é reduzido. E inacessível para a maioria. Já a web está 24 horas à disposição.

Regras contra os abusos

O Tribunal Superior vai acompanhar de perto a movimentação dos políticos na internet. O TSE já divulgou o que pode e o que não pode na propaganda virtual. As regras foram estabelecidas para evitar abusos.

Segundo o TSE, “os candidatos podem fazer propaganda eleitoral na internet em sites e páginas nas redes sociais que sejam próprios do partido político ou da coligação, ou por meio do envio de e-mails ou mensagens instantâneas”.

De acordo com o Tribunal, “apenas candidatos, partidos ou coligações podem impulsionar publicações em redes sociais, ou seja: pagar para que a sua disseminação naquela rede seja mais ampla”.

Está proibida a divulgação de anúncios pagos na internet, o uso de telemarketing e o envio em massa de mensagens instantâneas (como no aplicativo WhatsApp).

As informações da campanha através de e-mail ou aplicativos de mensagens instantâneas deverão enviadas apenas para pessoas cadastradas.

Um detalhe: as mensagens deverão conter mecanismos para que o eleitor cancele o cadastro quando não quiser mais receber o conteúdo.

Segundo o TSE, os eleitores podem compartilhar em suas redes apoio ao candidato de preferência. Esse tipo de divulgação não pode ser paga.

Páginas de empresas ou instituições estão proibidas de divulgar conteúdo de propaganda eleitoral.

Com informações do TSE

 

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