Quem disse que o céu é perto?

Até esse domingo eram mais de 542 mil pedidos de registros de candidatura, 45 mil acima do número de 2016.

Brasília (DF) – Neste domingo, 27 de setembro, começou oficialmente a campanha eleitoral municipal de 2020.

O ministro presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, falou nessa sexta-feira, 26, que somos a 4ª maior democracia do Planeta. Fez alerta sobre o momento de pandemia, disse que “na democracia, somos todos livres e iguais. Ou, pelo menos, devemos lutar para que seja assim. Não abra mão da sua chance de fazer diferença”. Ele fez um alerta especial sobe um “vício” das Fake News.  “Trata-se das notícias falsas, das campanhas de desinformação e de difamação. Uma causa que precise de mentiras, de ódio ou de agressões não pode ser boa”, ressaltou.

Até esse domingo eram 542 mil pedidos de registros, 45 mil a mais que em 2016. As eleições municipais, no Brasil, nunca foram muitas influenciadas pela questão nacional, após a redemocratização, a não ser na primeira em 1.985 e especialmente em 2016 com a crise do PT com Dilma Rousseff, em 2016. No geral, os problemas locais falaram mais alto. Se aprendeu ao longo dos anos que os vitoriosos nas eleições municipais não seriam os vitoriosos na eleição presidencial. Basta fazer um histórico.

Se fala muito que o PSDB e o PT, que comandaram o país desde 1.994, vão perder musculatura municipal. Muito se fala, também, que o MDB deverá perder a maioria das prefeituras e dos vereadores para o PSD de Gilberto Kassab e o Progressistas de Ciro Nogueira. Pelo que se vê dos registros nos TRE’s, o MDB ainda tem, de longe, o maior número de registro de candidatos a prefeitos, vice-prefeitos e vereadores.  O MDB, camaleônico, diz que não é governo nem oposição, mas tem líderes à beça no Governo, esquadrinham a base que Bolsonaro tenta montar no Congresso.

Teremos uma eleições mais acentuada do que se poderia imaginar, depois do que se viu nas eleições gerais de 2018, em face da pandemia.

O Presidente Jair Bolsonaro que disse que não iria se meter nas eleições nos municípios, dá sinais claros de que vai se meter, sim, nas disputas em São Paulo e no Rio de Janeiro. Bolsonaro que já contrariou a lógica nas eleições de 2018, se aproveitando da crise dos política, avalia que também pode contrariar a tradição e transformar uma possível vitória nas disputas nas duas maiores cidades brasileiras em algo substancioso para seu projeto de reeleição, que agora ficou bem maior que os interesses do país. Só um bobo não vê!

Os bolsonaristas raiz só vêm coisa nisso, enquanto a oposição detona, mas quem não está nos dois barcos vê que que, independente do rumo, o país tende a perder. A turma que vai para a ponta do lápis, digo, para as telas virtuais dos cálculos projetados, observa que se haverá uma recessão menor, e alguma retomada, teremos que continuar nos arrastando para voltar a ter a economia de 2.019 só em 2.022.

Sim, mas estamos falando das eleições de 2020! Um Bolsonaro vivendo o lado bom do auxílio emergencial, que vai cair para R$ 300,00 em pleno dia das eleições, sem partido político para chamar de seu, mas correndo o risco de ter sucesso, até por vias alternativas, nas duas maiores cidades do país.

De fato, vivemos dias bem diferentes. A democracia brasileira, como disse Luís Roberto Barroso, é a quarta maior do planeta, está em pandemia e vai enfrentar o vírus da desinformação mais um vez!

A nossa frágil democracia encara grandes desafios que parecem intransponíveis. Tem muita gente dizendo que ela não vai aguentar tanto assim!

Quem foi que disse que o Céu é perto!

Por Genésio Araújo Jr, jornalista

Email: politicareal@terra.coom.br

 


GENÉSIO ARAÚJO JÚNIOR é jornalista e bacharel em Direito. Há 20 anos atua na imprensa de Brasília, coordenador-editor do site Política Real, empresa que também é gestora dos sites Bancada do Nordeste, Bancada do Norte e Bancada Sulista.


 

Deixe uma resposta