Bolsonaro, agora, tem a alma nacional!

O Rio tem a alma nacional. Uma coisa é a cidade carioca, outra é o estado do Rio, os fluminenses.

Brasília (DF) – O Brasil nasceu no Nordeste, tem seu coração em Minas Gerais, seu motor, sua força em São Paulo e sua alma está no Rio de Janeiro.

As pessoas confundem o Rio de Janeiro! Uma coisa é a cidade do Rio de Janeiro, carioca, outra coisa é o Estado do Rio de Janeiro, os fluminenses.

O Rio de Janeiro passou algumas dezenas de anos sendo o que é, chamando atenção de todos e do Mundo com sua força cultural, mas sem poder político. As coisas começaram a mudar em 1º de fevereiro de 2015, quando o deputado Eduardo Cunha(MDB-RJ) foi eleito presidente da Câmara dos Deputados. O último deputado presidente da “Casa do Povo” tinha sido Célio Borja (Arena-GB), entre 1.975 e 1.977, ainda pelo estado da Guanabara. Tempos da ditadura.

Cunha foi quem conduziu o impeachment de Dilma Rousseff (PT). Desde então, outro político do Rio, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), manda na Câmara dos Deputados, e é visto como um agente de equilíbrio, tudo o que Cunha não foi.

Jair Bolsonaro um deputado que passou 27 anos na Câmara dos Deputados levado pelo povo do Rio de Janeiro é eleito, surpreendentemente, presidente da República do Brasil.

Agora, novamente, o Rio de Janeiro nos chama atenção. O também surpreendente Wilson Witzel (PSC), que o povo do RJ não sabia dizer nem o nome direito, foi eleito governador daquele estado, ele que era juiz de direito e chegou junto com a onda Bolsonaro para acabar com a corrupção que grassava no Estado, que viu 5 de seus governadores serem presos nos últimos 4 anos.

Agora, Witzel é o 6º governador na mira da justiça, foi afastado por 6 meses pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).  Ele dificilmente voltará ao comando do estado, se voltar, será certamente impichado pelos deputados estaduais fluminenses, que o querem ver pela costas e já se acertam com o vice, Cláudio Castro (PSC), qual já está no comando do estado.

Só se fala que com isso não restará outro destino a Castro que não seja buscar a Família Bolsonaro.  Isso ,certamente, será feito. Bolsonaro que já tem o aliado Marcelo Crivella na prefeitura do Rio, agora terá o comando do Governo do Estado. A última vez que isso se deu, um presidente com tanta força no RJ, foi Dilma Rousseff que tinha o apoio de Sérgio Cabral Filho (MDB) e Eduardo Paes (MDB).

O Rio de Janeiro estará no centro das atenções nacionais, como referência política, por muito mais tempo que poderíamos imaginar.

Bolsonaro, se conseguir que o prefeito Marcelo Crivella seja reeleito em novembro, terá espaço de sobra para fazer muito, usando o jogo político dos cariocas e fluminenses. O Rio de Janeiro não é mole não.  Os Bolsonaro sabem o terreno que pisam.

O Estado precisa que o Governo do Estado renove a suspensão dos juros de sua dívida de R$ 167 bilhões por mais três anos. Alguém tem dúvida que Bolsonaro e seu Governo vão conceder esse “favor”?!  O povo do RJ sabia que o mundo não era belo como vendeu Sérgio Cabral nos bons tempos. Agora, tem certeza que os dias são ruins o que dá a Bolsonaro  mais condições de liderar.

O mês de agosto se encerra com a indigesta pergunta de tantos sobre porque o casal Fabrício Queiróz e Márcia Aguiar depositaram R$ 89 mil na conta da primeira dama Michelle Bolsonaro, mas não resta dúvida que o inquilino do Palácio do Planalto tem muitos outros motivos para comemorar!

Por Genésio Araújo Jr, jornalista

email: politicareal@terra.com.br

 


GENÉSIO ARAÚJO JÚNIOR é jornalista e bacharel em Direito. Há 20 anos atua na imprensa de Brasília, coordenador-editor do site Política Real, empresa que também é gestora dos sites Bancada do Nordeste, Bancada do Norte e Bancada Sulista.


 

Deixe uma resposta