Reitor nega irregularidades na eleição do novo dirigente da UFPI

Reunião do Conselho Universitário, prevista para ontem, 26 de agosto, foi suspensa pela Justiça Federal a pedido de uma candidata.
Reitor Arimatéia Dantas durante entrevista online (Foto: Reprodução)

O reitor da Universidade Federal do Piauí (UFPI), José de Arimatéia Dantas Lopes, negou qualquer irregularidade na eleição para reitor e vice da instituição. Ele também disse que não favoreceu nenhuma das cinco chapas envolvidas no processo eleitoral.

Arimatéia Dantas falou à imprensa hoje (27), por videoconferência, após decisão da Justiça Federal que suspendeu a reunião do Conselho Universitário do dia 26 de agosto, na qual seria formada a lista tríplice com os nomes dos candidatos à reitoria.

Na decisão, o juiz da 5ª Vara Federal da Seção Judiciária do Piauí, Brunno Christiano Carvalho Cardoso, acatou pedido da professora Sandra Ramos, que ficou em quarto lugar na votação da comunidade universitária – professores, técnicos e estudantes.

A professora Sandra Ramos contesta a forma como o pleito foi realizado e considera que boa parte dos universitários não teve acesso ao sistema eletrônico de votação. Ela também disse que solicitou, mas não recebeu a lista dos votantes.

A professora Romina Paradizo, que participou da entrevista para assessorar o reitor, informou que a eleição de 2020 teve mais votantes do que na consulta pública realizada em 2016, que foi presencial.

Ela disse ainda que a UFPI não repassa informações de professores, pessoal técnico e alunos a terceiros, em respeito à Lei 13.709/18, que protege os dados pessoais.

Arimatéia Dantas afirmou que a candidata, ao entrar com ação na justiça, quis apenas tumultuar o processo “para atingir um objetivo pessoal”.

Lista tríplice

O dirigente lembrou que se o Conselho Universitário (Consun) não se reunir para votar e enviar a lista tríplice ao Ministério da Educação até o dia 18 de setembro, a UFPI corre o risco de ser administrada por um reitor pró-tempore.

“Não é isso que queremos. Não por temer, mas por princípios nossos, pois achamos que deve ser escolhido alguém que foi escolhido pela comunidade acadêmica”, disse o reitor, cujo mandato termina em 18 de novembro deste ano.

Arimatéia Dantas explicou que o Consun não tem a obrigatoriedade de referendar o resultado da votação da comunidade universitária, mas há uma tradição no colegiado de formar a lista exclusivamente com nomes que participaram do processo eleitoral.

Segundo ele, somente os candidatos votados pelos professores, técnicos e estudantes se inscreveram para a eleição no Conselho.

A decisão final sobre quem vai assumir a reitoria cabe ao Presidente da República. O mandato é de quatro anos.

Mais votados na consulta pública

O professor André Macedo, atual pró-reitor de Planejamento, ficou em primeiro lugar (45,64%) na votação da comunidade universitária realizada no dia 12 de agosto, porque teve mais votos de professores.

Em segundo lugar, ficou a professora Nadir Nogueira, com 27,23% dos votos e em terceiro, o professor Gildásio Guedes, que obteve 21,14% dos votantes.

 

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