Nem os bolsonaristas nem os lulistas, os políticos!

Bolsonaro não tem partido nem sabe onde vai parar, mas quer se reeleger nem que seja pela sigla de Belzebú!

Brasília (DF) –  Faltam 84 dias para as eleições municipais de 2020, e não dá para fugir de uma pergunta: como o Governo Bolsonaro(ou seria desgoverno?), com a sua nova cara montado com a base do Centrão e o auxílio emergencial, pode influenciar nas eleições deste ano?!

Nem as gigantes Rio de Janeiro e São Paulo vão ficar incólumes! O Presidente Bolsonaro anda encantado em fazer sucesso no território onde o Lulismo fazia(ou faz?) sucesso. Aqui para nós, tem coisa melhor do que você, numa região onde ninguém lhe dava muita bola – acabar virando o rei da cocada preta!?

Sim, falamos do Nordeste, região onde nasceu o Brasil, onde surgiu o maior feudo implantado no Planeta Terra que foi a Casa da Torre, de onde vem os políticos mais habilidosos do Brasil( não vamos esquecer os mineiros e paulistas!)

Bolsonaro não tem partido político e não sabe, ao que parece, onde vai parar, mas quer se reeleger nem que seja pelo partido de Belzebú! Tudo leva crer que os partidos do Centrão vão avançar na região. Mas, lá, eles já são fortes. Venha Governo, você é bem vindo!

Nas capitais nordestinas, os candidatos mais sintonizados com o Lulismo são fortes, hoje, em Recife e Fortaleza. Há possibilidade de algum lulista ir a um segundo turno, também, em São Luís e Natal. Existem candidatos sintonizados mais com a pauta construída em torno de Sérgio Moro que a de Bolsonaro na região, como vemos na própria São Luís, Fortaleza, Recife, Salvador e Maceió.

A Paraíba é o estado onde os conservadores tiveram mais destaque nas eleições de 2018, com Bolsonaro, seguido de Natal, no RN, e Maceió, em Alagoas. O auxílio emergencial foi muito além de tirar os miseráveis do limbo, como foi o Bolsa Família, ele atingiu os invisíveis que estavam à margem do Estado, mas viviam sem precisar dos tradicionais programas sociais. As estrelas do Centrão de Bolsonaro atuam bem no Piauí, Paraíba e em Alagoas.

Hoje, faltando ainda muito para o dia D, sinais há de que Bolsonaro pode ter êxito na Paraíba, onde o Progressista ganhou um nome forte com Cícero Lucena, e a sempre imprevisível disputa em Campina Grande pode lhe render êxitos. Muita gente ainda está com a cabeça nos efeitos da pandemia e à espera da renovação do auxílio emergencial , que ainda não se sabe qual será o tamanho, mas virá.

Bolsonaro, como se sabe, não tem partido e tende a ficar superdependente dos partidos do Centrão, se as eleições caminharem dentro dessas linhas iniciais.  O Centrão, se assim se pode dizer, não é cachorro que obedece dono, é gato que adora a casa! O lulismo vai penar, isso é certo como dois mais dois são quatro, mas nada indica que irá para o arquivo da história.

Não se pode esquecer, que apesar de Bolsonaro estar vivendo em um ambiente onde as pessoas estão lidando com o morticínio da pandemia em meio a abertura capenga das atividades, o governo é muito ruim. O Congresso, goste-se ou não, está ajudando muito para que a vida não seja pior, e não vai querer, como há se viu, ficar à reboque da sobrevivência de Bolsonaro. Nesse espaço as oposições, inclusive o lulismo, sobrevivem.

Hoje, Bolsonaro está de olho na sobrevivência de um ambiente de reeleição, o que parece inimaginável a um governo minimamente responsável em meio a grave crise planetária. Os políticos sabem que estão por traz dessa disputa entre Bolsonarismo e Lulismo. Poderemos nos surpreender ao final de tudo isso com uma vitória dos políticos, além da polarização!

Boa pergunta, então!?

Por Genésio Araújo Jr, jornalista

 


GENÉSIO ARAÚJO JÚNIOR é jornalista e bacharel em Direito. Há 20 anos atua na imprensa de Brasília, coordenador-editor do site Política Real, empresa que também é gestora dos sites Bancada do Nordeste, Bancada do Norte e Bancada Sulista.


 

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