Mais de 60% dos mortos por Covid em Teresina eram hipertensos

Em alguns casos, as vítimas eram acometidas das duas doenças ou de múltiplas comorbidades.

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) alerta que pessoas com doenças crônicas devem ter atenção redobrada com a sua saúde para evitar que sejam contaminadas pelo novo Coronavírus. Dados do setor epidemiológico apontam que mais de 60% dos óbitos por Covid-19 tinham problemas cardiovasculares, incluindo hipertensão, e 34% possuíam diabetes. Em alguns casos, as vítimas eram acometidas das duas doenças ou de múltiplas comorbidades.

Até esta quarta-feira (5), Teresina registrou 745 óbitos por Covid-19. Os dados mostram outras patologias comuns em pacientes que morreram por Covid-19, a exemplo de insuficiência dos rins (8%), doenças neurológicas (8%), obesidade (6%), doenças imunossupressoras (4%), cânceres (3%), doenças pulmonares (3%), asma (1%), entre outras doenças (7%). Foi registrado ainda que 5% eram tabagistas. Em relação à faixa etária, 76% eram pessoas idosas.

Segundo o médico cardiologista Daniel Gonçalves, as pessoas que têm doenças crônicas podem estar com o organismo debilitado e, ao contraírem uma infecção como a Covid-19, podem ter o seu quadro de saúde agravado.

“As pessoas com hipertensão e diabetes ou que possuem doenças cardiovasculares, por exemplo, já possuem alteração no seu sistema imunológico e um estado inflamatório crônico e, com a infecção pelo Coronavírus, pode ocorrer um estresse adicional aos órgãos. Isso pode contribuir para que o paciente apresente a forma grave da Covid-19 e também ocasionar a descompensação dessas doenças prévias”, disse o médico.

Ele alerta ainda que as pessoas idosas e com doenças crônicas, que estão no grupo de risco para a Covid-19, devem cuidar bem da sua saúde. “É importante fazer exercício físico em casa, alimentar-se bem, hidratar-se, além de seguir as recomendações de higiene e de distanciamento social. Mas todos devem estar atentos aos cuidados porque há várias nuances dessa doença que ainda não conseguimos compreender: tem pacientes que não tem nenhuma doença ou são jovens e evoluem para óbito”, completou.

Semcom

 

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