Escolas reabrem em setembro com revezamento de alunos

Os gestores estão ouvindo pais de alunos e professores para elaborar o plano de retomada das atividades durante a pandemia.
As aulas presenciais estão suspensas desde março (Foto: Pixabay)

A volta às aulas no Piauí está prevista para 22 de setembro, com medidas de distanciamento social e de higiene para evitar o contágio pelo novo coronavírus. Haverá revezamento de alunos durante a semana para evitar aglomeração nas salas. Por causa da pandemia, as aulas foram suspensas em março.

As prefeituras e o Governo do Estado já estão discutindo os procedimentos para a retomada das atividades pedagógicas. Os prédios escolares, por exemplo, deverão ser equipados para atender às exigências das autoridades sanitárias.

Rede municipal de Teresina

A rede municipal de ensino de Teresina iniciou uma consulta junto à comunidade escolar para saber a opinião deles a respeito da retomada do período letivo presencial e como será o processo. A Secretaria Municipal de Educação (Semec) enviou formulários para 70 mil pais de alunos. Entre outras questões, eles deverão responder sobre a saúde dos estudantes.

Diretores de escolas, pedagogos, pais (ou responsáveis) e professores deverão responder o questionário até a próxima sexta-feira (24). Com base nas respostas, um comitê formado por representantes da Semec e da Fundação Municipal de Saúde vão planejar o calendário escolar.

“As respostas são fundamentais para que possamos traçar estratégias seguras em relação ao retorno das atividades presenciais nas unidades de ensino. Precisamos que as famílias e as escolas participem conosco desse planejamento”, disse a secretária municipal de Educação, Kátia Dantas.

Rede estadual

A Secretaria Estadual da Educação (Seduc) e o Ministério Público do Piauí (MP-PI) estão discutindo a estratégia de volta às aulas e também avaliando o trabalho realizado em três meses de pandemia, com as aulas remotas, que foram autorizadas pelo Ministério da Educação.

A procuradora-geral do Ministério Público do Piauí, Carmelina Moura, disse que o processo deve ocorrer de maneira segura. “É preciso que o Ministério Público acompanhe de forma ativa todos os cuidados que deverão ser tomados no retorno às aulas presenciais”, acrescentou.

“A pandemia pegou toda a sociedade de surpresa e, sem dúvida, a Educação foi uma das áreas mais afetadas. Tivemos que fechar escolas e o nosso grande desafio foi buscar alternativas para manter o vínculo dos alunos com os professores”, disse o secretário Ellen Gera. Segundo ele, o ensino remoto chegou a mais de 195 mil estudantes da rede estadual.

A Seduc, segundo Ellen Gera, criou um comitê para a elaboração do plano para a retomada das atividades. O trabalho será concentrado em quatro protocolos prioritários: higiênicossanitário, pedagógico, gestão de pessoas e de contingência.

“Neste retorno, adotaremos o modelo híbrido, com revezamento de estudantes durante a semana e com o apoio das aulas remotas. Teremos um protocolo sanitário que traz o distanciamento social como prioridade, além do acesso a água, a instalações sanitárias e a práticas de higiene”, disse.

Boa parte dos professores da rede estadual integra grupos de risco. “Estamos fazendo esse levantamento para que a gente possa tomar algumas medidas para evitar que, no retorno, não faltem professores em sala de aula”, afirmou Ellen Gera.

O secretário destacou ainda que a rede será consultada para que o plano possa ser finalizado. “Antes de finalizar o plano vamos validar os protocolos com a comunidade escolar. Vamos trabalhar também com a Undime, Conselho Estadual de Educação e outras entidades ligadas à Educação, para que tudo seja feito de forma segura e transparente”, disse.

Período letivo

O Senado vota hoje (22) a Medida Provisória que desobriga as escolas de ensino básico e universidades de cumprir a quantidade mínima de 200 dias letivos neste ano em razão da pandemia da Covid-19. O texto já aprovado na Câmara dos Deputados prevê que os estabelecimentos de ensino fundamental e médio terão de cumprir a carga horária.

Já as faculdades particulares e as universidades públicas deverão respeitar a grade curricular de cada curso.

 

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