Parceiro íntimo pratica 53,7% da violência contra mulher no Piauí

No país, os parceiros respondem por 62,4% das denúncias desse tipo, de acordo com pesquisa.

Pelo menos 53,7% dos casos de violência contra a mulher no Piauí são praticados pelos parceiros, de acordo com um trabalho científico publicado por pesquisadores da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e do Ministério da Saúde. Os dados da pesquisa são referentes ao período de 2011 e 2017. No país, são 62,4% das denúncias.

A violência física, presente em 86,6% dos casos, é a mais comum, segundo o estudo.

Violência física, psicológica e sexual consta na maioria das notificações registradas nos serviços de saúde. A pesquisa também identificou fatores associados como idade, escolaridade, gestação, ocorrência no domicílio, reincidência e ingestão de bebida alcoólica pelo agressor.

O projeto teve um trabalho coletivo realizado pelos professores Márcio Dênis Medeiros Mascarenhas e Malvina Thais Pacheco Rodrigues (ambos do Programa de Pós-graduação em Saúde e Comunidade); Gabriela Rodrigues Tomaz e Gabriel Medina Sobreira de Meneses (aluna do Curso de Medicina e bolsistas do Pibic); e Vinícius Oliveira de Moura Pereira e Rafael Bello Corassa (pesquisadores do Ministério da Saúde).

Os estados com maiores proporções de notificação foram Espírito Santo (67,6%), Acre (67,5%), Rio Grande do Sul (67,2%), Mato Grosso do Sul (66,0%) e São Paulo (65,9%). O Piauí ocupa a 19º posição com 53,7% de casos notificados de violência por parceiro íntimo. Na região Nordeste ainda há baixo percentual de notificações.

Para o professor Márcio Dênis, a distribuição está heterogênea, denotando a realidade de cada região. “Isso demonstra as diferentes realidades de oferta de serviços a mulheres, a dificuldade que elas têm de reconhecerem e relatarem a violência por parceiro íntimo e também a falta de acolhimento dos profissionais de saúde para valorizar e registrar o relato de violência pela mulher”, afirma.

Clique aqui para ler a matéria completa no site da UFPI

 

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