Umidade relativa do ar cai e traz sérios problemas à população

Segundo o boletim da secretaria, as queimadas, que costumam surgir neste período, também favorecem a baixa umidade do ar.

A Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semar) divulgou um novo boletim hidrometeorológico e aponta que a umidade relativa do ar está caindo no Piauí, com tendência de ficar ainda mais baixa nos próximos dias. Esta redução deve-se às condições meteorológicas marcadas pelo fim das chuvas, aumento de temperatura e da frequência de ventos.

O fenômeno provoca doenças respiratórias, além de outros problemas, como a pele ressecada e incômodo aos olhos, nariz e lábios. Uma das recomendações é ingerir muito líquido nesta temporada.

De acordo com especialistas da Semar, o Piauí possui, basicamente, duas estações climáticas: a úmida e chuvosa, entre os meses de dezembro e maio, e a estação seca, que prevalece de junho a novembro, marcado por temperaturas elevadas. Segundo o boletim da secretaria, as queimadas, que costumam surgir neste período, também favorecem a baixa umidade do ar.

“Neste ano, tivemos uma situação mais favorável comparada ao ano anterior. Em 2019, tivemos um índice normal de chuva mas, nestes primeiros meses, de janeiro e junho de 2020, já registramos um índice de 43%, um valor bem a cima da média que contribui muito para a redução dos focos de calor”, afirma Sônia Feitosa, meteorologista da Semar.

A especialista enfatiza que, neste período, os níveis das barragens tendem a baixar. “Contudo, com essas chuvas acima da média, espera-se que as barragens de médio e grande porte não atinjam níveis de criticidade, já que nos últimos dois anos foi razoável a recarga de água. De 2010 até agora, este foi o melhor ano em se tratando de reservas hídricas”, disse Sônia Feitosa.

Com informações da Semar

 

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