Vendas do comércio varejista no Piauí caem 21,6%, diz o IBGE

Na comparação de abril com o mês anterior, a redução nos negócios foi de 18,2%, depois da pandemia.
Comércio fechado no Centro de Teresina (Foto: Edcícero)

As vendas no comércio varejista no Piauí tiveram uma redução de 18,2% na comparação de abril com março passado. Em relação a abril de 2019, a queda foi de 21,6%. No país, o setor encolheu 16,8%, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada hoje (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento mostra o impacto do isolamento social para conter a pandemia do novo coronavírus no ramo varejista. Em Teresina, o comércio está fechado desde a segunda quinzena de março.

Segundo o IBGE, a taxa média nacional de vendas do comércio varejista caiu em todas as 27 unidades da federação, com destaque para Amapá (-33,7%), Rondônia (-21,8%) e Ceará (-20,2%).

Este é o pior resultado da série histórica iniciada em janeiro de 2000, informou o Instituto.

Números do Brasil

Na passagem de março para abril, houve quedas nas oito atividades pesquisadas: tecidos, vestuário e calçados (-60,6%), livros, jornais, revistas e papelaria (-43,4%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-29,5%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-29,5%), móveis e eletrodomésticos (-20,1%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-17%), combustíveis e lubrificantes (-15,1%) e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-11,8%).

Diferentemente de março, quando os setores alimentícios e de farmácia tiveram alta, em abril isso não aconteceu.

“Em março, podemos imaginar o cenário em que essas atividades essenciais absorveram um pouco das vendas das outras atividades que tinham caído muito, mas nesse mês isso não foi possível. Tivemos também uma redução da massa salarial que, entre o trimestre encerrado em março para o encerrado em abril, caiu 3,3%, algo em torno de 7 bilhões de reais. Isso também refletiu nessas atividades consideradas essenciais”, disse o gerente da PMC, Cristiano Santos.

O varejo ampliado, que inclui também os materiais de construção e os automóveis e peças, teve queda de 17,5%, na passagem de março para abril, devido a quedas de 36,2% na venda de veículos e peças e de 1,8% nos materiais de construção.

O varejo ampliado teve quedas também de 27,1% na comparação com abril do ano passado, de 9,9% na média móvel trimestral e de 6,9% no acumulado do ano. No acumulado de 12 meses, houve alta de 0,8%.

Em relação à receita nominal, o varejo teve quedas de 17% na comparação com março deste ano e de 13,7% na comparação com abril do ano passado. A receita do setor cresceu 0,7% no acumulado do ano e 3,6% no acumulado de 12 meses.

O varejo ampliado teve quedas, na receita nominal, de 16,3% na comparação com março, de 9% na comparação com abril e de 3,6% no acumulado do ano. No acumulado de 12 meses, houve alta de 3,3% na receita.

Da Redação, com informações da Agência Brasil e IBGE

 

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